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05 Julho 2013

O vice-primeiro-ministro queria acompanhar o papa. A visita do pontífice será "pastoral" e "essencial", sem autoridades civis e religiosas.

A reportagem é de Roberto Monteforte, publicada no jornal L'Unità, 04-07-2013.A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nessa quinta-feira, o Papa Francisco se encontrou no Vaticano, em visita privada, com o presidente do Conselho italiano, Enrico Letta, e depois, em outra audiência, com o novo prefeito de Roma, Ignazio Marino. Mas na próxima segunda-feira, para a sua visita à ilha de Lampedusa, onde irá visitar os migrantes que encontraram hospitalidade na ilha e os habitantes que os acolheram, não está previsto que haja autoridades políticas ou religiosas. Somente a prefeita da ilha, Giusi Nicolini, o pároco e o bispo de Agrigento, Dom Francesco Montenegro, vão acompanhar o pontífice.

É o caráter pastoral da breve visita do pontífice a uma das mais dramáticas "periferias existenciais", onde muitas vezes a humanidade é ofendida, que exclui o encontro com políticos e com as autoridades, mesmo as religiosas. Bergoglio, perturbado pelas tragédias esquecidas dos mortos no mar, de homens e mulheres excluídos e rejeitados, decidiu prestar homenagem a eles e expressar proximidade aos sobreviventes. Eles são a prioridade. Esse é o "protocolo" do Papa Bergoglio.

Por isso, deve-se excluir que haja representantes do governo na comitiva. São muitas as pressões que chegaram ao Vaticano para acolher o pontífice em Lampedusa. A todas, foi oposta uma educada recusa. Mesmo às mais eminentes, como a do vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Angelino Alfano, que, sendo siciliano de Agrigento, é de casa em Lampedusa. E além disso tem competências específicas sobre as questões da imigração.

No Parlamento, ele negou a existência de "uma emergência", lembrando como Lampedusa "não é a fronteira da Itália, mas sim a da Europa". Um fenômeno que, enquanto na prefeitura de Agrigento se discutia a visita do Papa Francisco, continua. Nessa quarta-feira, encontraram hospitalidade no Centro de Primeiro Acolhimento 227 imigrantes resgatados por um navio da Marinha militar a cerca de 70 milhas ao sul da ilha. Entre eles, estavam 41 mulheres e quatro crianças, e duas jornalistas francesas. Outros 80 imigrantes avistados a bordo de uma embarcação deveriam ser resgatados nas últimas horas.

"Será uma visita essencial", asseguram no Vaticano. Nas colunas do L'Osservatore Romano, o cardeal Antonio Maria Vegliò, presidente do Pontifício Conselho para os Migrantes, destaca que a presença do Papa Francisco em Lampedusa "será um sinal forte para chamar a atenção de todos". "Devemos nos interrogar – acrescenta – sobre os comportamentos dos governos, especialmente com relação às condições e com os lugares dentro dos países reservados a essas pessoas deslocadas".

O nó é a questão dos direitos aos migrantes e aos refugiados requerentes de asilo, incluindo o de "proteção", de "livre circulação" e "ao trabalho", aos quais os "governos locais" são chamados a responder.

Na Itália, ainda está em vigor a lei Bossi-Fini. Para a Igreja, é um escândalo que deve ser removido e é tarefa do governo intervir. "Os irmãos migrantes sobre os quais muitas vezes se fazem julgamentos pesados verão que alguém vai com simplicidade e com afeto dizer que está do seu lado": foi assim que o arcebispo de Agrigento, Dom Montenegro, comentou a visita do Papa Francisco a Lampedusa.

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