China ao Papa Francisco: Não ''interfira'' na religião do nosso país

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Bispo brasileiro diz que ordenará mulheres ao diaconato se papa permitir

    LER MAIS
  • Príncipe Charles e Bolsonaro: as duas faces da “diplomacia” dos santos

    LER MAIS
  • Nobel de Economia vai para três estudiosos “comprometidos com a luta contra as pobrezas e as desigualdades sociais”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

26 Agosto 2014

A China reagiu com cautela a uma oferta do Papa Francisco para abrir um novo diálogo com Pequim, e alguns funcionários rapidamente avisaram o Vaticano a não "interferir" na religião do país.

A reportagem é de Josephine McKenna, publicada pelo Religion News Service, 24-08-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Em seu voo de regresso de uma visita de cinco dias à Coreia do Sul, Francisco disse que estava pronto para ir para a China - "Com certeza! Amanhã! " - depois de receber uma resposta positiva aos dois telegramas de saudação enviados ao presidente Xi Jinping enquanto ele sobrevoava o espaço aéreo chinês.

"Nós respeitamos o povo chinês", disse Francisco aos jornalistas no voo de regresso na segunda-feira, 18 de agosto. "A Igreja só pede a liberdade para atuar, para fazer o seu trabalho".

Isso ainda é um grande desafio, já que o Vaticano não possui relações diplomáticas com a China desde 1951. A Igreja Católica na China está dividida entre uma Igreja "oficial" conhecida como a Associação Patriótica Católica, que responde perante o Partido Comunista, e uma Igreja clandestina que jura fidelidade a Roma.

A Associação Patriótica Católica estatal foi rápida em responder à insinuação do papa para um maior diálogo, embora com um aviso.

"A China irá sempre salvaguardar a sua soberania e a integridade territorial e nunca permitirá que forças estrangeiras interfiram na religião. O Vaticano deveria respeitar a China com relação aos membros de uma diocese", disse Liu Yuanlong, vice-presidente da associação, ao jornal estatal Global Times, em uma reportagem publicada também em inglês.

O Ministério das Relações Exteriores chinês está descontente com o reconhecimento diplomático do Vaticano por parte de Taiwan, enquanto o Vaticano está descontente com o controle rigoroso de Pequim com relação às instituições religiosas, especialmente no que diz respeito à nomeação de bispos.

Zhuo Xinping, diretor do Instituto de Religiões Mundiais da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse a outro jornal estatal, China Daily, que saudava o pedido do papa, dizendo que Francisco tem atuado ativamente na melhoria dos laços do Vaticano com Pequim desde que foi eleito em março de 2013.

Zhuo descreveu o pontífice argentino de 77 anos como "um amigo das economias em desenvolvimento", com "sentimentos especiais" pelas pessoas nesses países devido às suas origens latino-americanas.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

China ao Papa Francisco: Não ''interfira'' na religião do nosso país - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV