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14 Maio 2014

"Hoje as irmãs Lauritas comemoram 100 anos de fundação. Em Campo Grande estão reunidos mais de 130 indígenas de quatro países no Encontro de Espiritualidade dos Povos Indígenas", informam Egon Heck e Laila Menezes, do secretariado nacional do CIMI, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.

Eis o artigo.

Na memória dos lutadores e guerreiros,

Dom Moreira e Dom Tomás

e todos os que deram sua vida nesta causa

O que move povos tão distintos como os Aymara e Quechua dos Andes do Chile e Bolivia a se encontrar com os guerreiros Xavantes ou os resistente Kayowá, Guarani ou Pay do Paraguai?

Talvez só o sonho e o compromisso com os povos indígenas das Irmãs Lauritas, as irmãs dos índios, e  a intensa busca de união e harmonia dos povos indígenas nesses quatro países foram  construindo  esse encontro continental de espiritualidade indígena,  em consonância com os encontros continentais de Teologia India e outras iniciativas que buscam o intercambio e reflexão dessa temática.

O que ficou evidenciado nesses dois primeiros dias do encontro é a centralidade que tem a espiritualidade nos processos de resistência e luta dos povos indígenas por seus direitos, particularmente pelos seus territórios.

Daí decorre  uma espécie de espiritualidade da terra, da mãe terra, da Pacha Mama. Um momento importante  é de harmonizar e trazer aqueles que já partiram para a celebração. Os espíritos dos antepassados se fazem presente nos rituais.

Essa harmonia e integração com a natureza, a comunidade, os parentes, ficou ressaltada nos rituais e exposições da delegação andina. A religiosidade e espiritualidade, após mais de 500 anos de intensa relação com outras religiões, especialmente as cristãs, construíram uma espiritualidade muito própria, nas raízes profundas de suas espiritualidades com elementos do cristianismo.

Evidencia-se  os aspectos festivos e alegres dos rituais e celebrações, da partilha, da reciprocidade, dos presentes, da cura,da gratidão à Pacha Mama. A reverência ao sol e a folha da coca  tem uma função simbólica sagrada na relação dos povos  originários e a mãe terra
 
A espiritualidade guerreira dos Xavante ecoou forte. Quirino fez questão de ressaltar “Somos um povo guerreiro, mas somos alegres”. Essa alegria e energia não é apenas ressaltada nos corpos robustos cobertos de urucum mas também nos rituais e danças de expressão forte, ritmada.

O ritual da cura, com uma complexa interação com o universo e com Deus, foi detalhada por Quirino e lideranças desse povo.

O que mais está marcando o encontro é a interação, o intercambio, a celebração da vida na pluralidade de rituais e simbolismos.

Uma das manifestações importantes foi o desejo de construir e reconstruir caminhos e formas de solidariedade entre os povos como tem acontecido com frequência nas lutas das décadas de 70 e 80.  Foi expresso pelos Xavante seu desejo de apoiar concretamente a luta dos parentes Kaiowá Guarani e Terena.

Os Kaiowá Guarani com sua intensa espiritualidade marcaram desde o início o encontro, dando o tom celebrativo e o desejo de união não apenas dos Guarani do Brasil, Paraguai, mas de todos os povos originários do continente.

Para melhor compreensão todas as intervenções e colocações são feitas em três línguas – português, espanhol e guarani.

Mais do que belas palavras, frases de efeito, raciocínios lógicos, o que se vivenciou nesses dois dias foram intensos rituais e manifestações religiosas na pluralidade originária deste continente, a partir da força que vem de dentro.

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