De Montini a Bergoglio, um programa reformador conciliar

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12 Maio 2014

Finalmente, os brescianos e os montinianos também pode festejar o seu papa "bem-aventurado", como recentemente fizeram os bergamascos e os poloneses por João XXIII e João Paulo II, que há chegaram ao reconhecimento da "santidade", enquanto Paulo VI está apenas na primeira etapa.

A reportagem é de Luigi Accattoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 07-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mas é bem conhecida a preferência da memória coletiva – e também da institucional, por ela solicitada – pelas figuras carismáticas e de forte contraste, que tendem a obscurecer as figuras nuançadas e mediadoras, como é justamente o caso do Papa Montini.

Mas se pode apostar que o cone de sombra que obscureceu o papa da Bréscia deve diminuir no futuro próximo, com o avanço do pontificado do Papa Bergoglio, carismático mais do que qualquer outro, mas chamado pelos tempos à reforma.

Francisco está retomando o programa reformador conciliar onde Paulo VI o deixou, ele que, nos primeiros anos, foi um decidido inovador, até 1967-1968, quando pisou no freio das reformas iniciadas e interrompeu aquelas que estavam sendo estudadas, assustado com a polarização que a implementação do Concílio estava provocando.

Desde então, os sucessores seguiram a sua linha de aplicação freada do Vaticano II. Colocando novamente a mão nas reformas, Bergoglio tornará novamente atuais gestos e frases que foram propostos pela primeira vez por Paulo VI, assim como já voltou para as suas mãos o crucifixo pastoral montiniano.

Ao atormentado antecessor, que havia doado a tiara aos pobres e tinha descido da sede gestatória, também remeteram as decisões bergoglianas de "descer" do Apartamento e de tirar a estola, os dourados, os vermelhos e as rendas das suas próprias vestes.

 

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