Exploradores movimentaram R$ 30 milhões com mineração irregular no Amazonas

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02 Outubro 2015

Na operação ‘Filão do Abacaxis’, um catarinense foi preso como um dos responsáveis pelo garimpo. Segundo o Ibama, ao menos 70 hectares de mata fechada foram derrubadas pelos exploradores.

A reportagem é de Kelly Melo, publicada por A Crítica e republicada por Amazonia, 30-09-2015.

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Um esquema milionário de mineração irregular foi desarticulado no município de Maués, nesta sexta-feira (18), pela Polícia Federal, Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), durante a realização da operação Filão do Abacaxis.

Na operação, um catarinense foi preso como um dos responsáveis pelo garimpo. Outros dois, que são amazonenses, estão foragidos.

De acordo com a delegada substituta da Delegacia ambiental da PF, Anelise Koerch, o grupo também usava uma mineradora para lavagem de dinheiro. A estimativa é que os exploradores tenham movimentado aproximadamente R$ 30 milhões com a extração ilegal de ouro.

Crimes ambientais

Outra preocupação da operação está relacionada aos danos ambientais encontrados no meio da floresta amazônica. Segundo a fiscal do Ibama, Tatiane Leite, ao menos 70 hectares de mata fechada, equivalente a 70 campos de futebol, foi derrubada pela organização criminosa.

Sinais de contaminação do solo por mercúrio e cianeto também foram identificados, mas ainda não é possível mensurar nível de poluição.

Trabalho escravo

Cinquenta trabalhadores foram evacuados do garimpo. A maioria eram trabalhadores recrutados da capital e do Município de Nova Olinda do Norte, sendo que metade deles foram identificados em situações análogas as de escravos. “Muitos desses trabalhadores estavam há seis meses sem receber salários e alojados em situações precárias”, destacou a delegado.

Ainda conforme os órgãos envolvidos na operação, o garimpo foi totalmente desmanchando e dificilmente poderá voltar a funcionar.

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