Astrônomos do Vaticano fazem duas novas descobertas no espaço

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24 Fevereiro 2022

 

Dois astrônomos jesuítas do Observatório do Vaticano fizeram parte de descobertas recentes: um deles encontrou um novo membro do Sistema Solar, e outro encontrou evidências de uma galáxia há muito perdida e “comida” pela Via Láctea.

 

A reportagem é de UCA News, 23-02-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

O padre jesuíta Richard Boyle descobriu a existência de um novo objeto, chamado “2021 XD7”, no Sistema Solar externo depois de Netuno, e o padre jesuíta Richard D’Souza é coautor de um novo estudo que identificou uma galáxia anã anteriormente desconhecida, chamada Pontus, que se fundiu com a galáxia natal da Terra, a Via Láctea.

O Observatório do Vaticano fez o anúncio no dia 2 de fevereiro, dizendo que o Pe. Boyle descobriu o novo objeto no início de dezembro, depois que suas observações foram analisadas por Kazimieras Cernis, astrônomo e astrofísico lituano.

 

Foto: vaticanobservatory

 

Peter Vereš, que trabalha no Minor Planet Center da União Astronômica Internacional, calculou a órbita do objeto. Vereš é ex-aluno do programa de verão de 2007 do Observatório do Vaticano e do seu “superprograma” de verão para ex-alunos em 2009.

O Pe. Boyle, especialista em astronomia observacional, fez a descoberta usando o Telescópio de Tecnologia Avançada do Vaticano, no Monte Graham, no Arizona, Estados Unidos.

O “2021 XD7” é um “objeto transnetuniano”, ou seja, qualquer planeta menor ou anão no Sistema Solar cuja órbita está fora da órbita de Netuno, o planeta mais externo do sistema.

O novo corpo leva quase 287 anos terrestres para fazer uma órbita completa ao redor do Sol e segue um caminho elíptico que varia de 3,2 bilhões de milhas do Sol em seu ponto mais próximo a 4,8 bilhões de milhas do Sol em seu ponto mais distante. Em comparação, Netuno, que é o oitavo planeta solar conhecido e o mais distante do Sol, leva cerca de 165 anos terrestres para fazer uma órbita completa, com uma distância média de 2,8 bilhões de milhas do Sol.

Ainda não se sabe muito sobre o tamanho do objeto, além de ser menor do que Plutão – o primeiro “objeto transnetuniano” (OTN) a ser descoberto. A União Astronômica Internacional rebaixou o status de Plutão de planeta para “planeta anão” em 2006, porque ele não é “gravitacionalmente dominante” o suficiente para eliminar corpos de tamanho comparável em sua vizinhança.

A descoberta de OTNs contribui para a construção de um modelo de como o Sistema Solar pode ter se formado, e alguns cientistas acreditam que esses objetos podem apontar para a localização do “Planeta Nove”, um hipotético planeta do tamanho de Netuno mais distante do que Plutão.

 

Eventos de fusão do halo da Via Láctea

 

O Observatório do Vaticano anunciou no dia 21 de fevereiro que o Pe. D’Souza foi um dos 10 astrônomos que contribuíram para um estudo liderado por Khyati Malhan, do Instituto Max Planck de Astronomia. A equipe usou novos dados da espaçonave Gaia para estudar os restos de galáxias menores que se fundiram com a Via Láctea, que começou a se formar há 12 bilhões de anos. Mapear essas fusões é como fazer a “árvore genealógica” da Via Láctea e reconstruir o modo como ela se formou.

Os astrônomos confirmaram evidências de cinco fusões anteriormente conhecidas com antigas galáxias anãs e encontraram evidências de uma sexta fusão com uma galáxia anã que os autores chamaram de Pontus, o nome de um dos filhos da deusa grega Gaia, assim como uma “nova candidata a fusão”, disse o estudo, publicado no The Astrophysical Journal no dia 20 de fevereiro.

Detectar tais fusões de formas novas está se tornando possível agora “devido aos lotes de dados incrivelmente ricos” enviados pela missão espacial Gaia, disse o estudo. “Isso nos coloca em uma posição muito emocionante para desvendar os eventos de fusão do halo da Via Láctea” e explorar a história cronológica da galáxia.

 

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