Articulação Brasileira promove 2º Encontro Nacional pela Economia de Francisco e Clara

Foto: Divulgação/Facebook/Articulação Brasileira Pela Economia de Francisco e Clara

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18 Novembro 2021

 

A Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara realiza nesta sexta-feira e sábado, 19 e 20 de novembro, o 2º Encontro Nacional pela Economia de Francisco e Clara. Até o momento já são mais de 600 pessoas inscritas de todo o Brasil para participar desse momento.

 

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

 

Segundo os organizadores, o encontro foi pensado para vivenciar experiências da Economia de Francisco e Clara. Também pretende consolidar que em cada estado e cidade do país haja pessoas organizadas em construir o pacto do Papa Francisco para “realmar” a Economia.

As atividades vão começar na noite da sexta-feira, das 20 às 22 horas, no horário de Brasília, momento em que depois da abertura e uma apresentação da memória coletiva, Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), Eduardo Brasileiro, da Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara, e um representante dos Movimentos Populares vão refletir sobre a temática do dia, “Coletividade, Memória e Afeto”.

Essa primeira jornada vai contar com as falas inspiradoras do jesuíta e economista francês, Pe. Gaël Giraud, e de uma das políticas com mais longa carreira política no Brasil, Luiza Erundina. O primeiro dia vai ser encerrado com a Celebração das Luzes em Brumadinho (MG), local de um dos maiores crimes ambientais na história do Brasil, com a presença de Dom Vicente Ferreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG).

No sábado 20 de novembro, das 10 às 12 horas, será abordado o tema “Potencializar o Território”, buscando a consolidação das Organizações Territoriais e a consolidação de encontros regionais. Também serão escutadas vozes da Economia de Francisco e Clara em cada região do país e serão apresentados os 10 princípios para se viver a Economia de Francisco e Clara.

Na parte da tarde, a reflexão será sobre as práticas econômicas alternativas para a construção da Economia de Francisco e Clara. Dentre outras a Economia Solidária, os Bancos Comunitários e Moedas Sociais, o Cooperativismo auto gestionário, as Empresas recuperadas, o Trabalho dos catadores de material reciclável, a Convivência com o Semiárido, a Agroecologia e Soberania Alimentar, a economia agrourbana e Caritas. As falas inspiradoras contarão com a presença do economista e político equatoriano, Alberto Acosta, e da ex-ministra e ex-senadora, Marina Silva. Nessa sessão será abordada como concretizar as Casas de Francisco e Clara

A noite do sábado será momento de esperançar, com as falas inspiradoras da líder indígena Sônia Guajajara e o teólogo Leonardo Boff, que abordarão a questão de como construir uma nova economia até 2030 e a construção brasileira da Economia de Francisco e Clara no mundo da pós pandemia. O encontro será encerrado com uma Celebração Ecumênica e a Carta compromisso da Economia de Francisco e Clara.

Segundo a Ir. Michele Silva, da Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara é motivo de alegria estar construindo desde há dois anos a Economia de Francisco e Clara no Brasil, o que “nos motiva a esperançar”. O encontro quer retomar “o caminho iniciado pelos jovens chamados pelo Papa Francisco a realmar a Economia, e de cada pessoa que acredita numa lógica econômica que esteja ao serviço da vida”.

Trata-se, segundo a religiosa de “a partir da realidade pensar, debater e concretizar novas economias”. Ela conta a experiência da Amazônia Legal e do Regional Norte 1 da CNBB, onde “por meio da reflexão, da escuta, de ações para o cuidado da casa comum, o acesso à garantia dos direitos, à terra, trabalho e teto, e de transformação da lógica econômica capitalista”.

A Ir. Michele afirma que “procuramos construir a Economia de Francisco e Clara com o rosto amazônico, tecido pelas economias alternativas que já existem: solidária, das mulheres, indígena, ribeirinha, dos pescadores, e que precisam ser formatadas, subsidiadas para inspirar um novo estilo de vida e de consumo”. Ela insiste em que “acreditamos numa economia que gera vida, igualdade e sustentabilidade”.

 

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