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A enfermidade do Brasil é a corrupção, já alertava o pe. Vieira em 1640

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29 Julho 2021


O diretor Oliver Stone, 74 anos, anunciou no Festival de Cannes que prepara um novo filme em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o personagem principal. “Pegaram o Lula com a Lava Jato, foi selvagem, uma história suja”, declarou.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Stone disse que por trás da Operação Lava Jato estava o interesse do governo dos Estados Unidos de desestabilizar líderes latino-americanos de esquerda. Fica mais compreensiva, assim, as idas do ex-juiz e entreguista Sergio Moro aos Estados Unidos. O filme deve estar concluído no primeiro semestre de 2022.

Há processos tramitando na Justiça contra o ex-presidente que podem condená-lo, se tiverem provas materiais para tanto. No entanto, de outros processos, de modo especial do que era acusado pela Lava Jato, ele foi absolvido, segundo decisão do STF que julgou Moro suspeito no julgamento do ex-presidente.

A estreia do filme de Stone no Brasil vai ficar mal para a grande imprensa, principalmente a Globo, que era o escoadouro dos vazamentos proporcionados pelo parcial juiz Sergio Moro. Também para aquela mídia que não se cansava de acusar: em nenhum momento da história do Brasil se roubou tanto quanto no governo do PT. “Lula é ladrão”, o que se espalha ainda hoje nas redes sociais.

Será que a mídia desenvolveu um corruptômetro para uma afirmação tão categórica? Se tivesse recorrido à história do Brasil Colônia, Império e República, certamente não ousaria tal conclusão. Em “Corrupção e poder no Brasil: uma história, séculos XVI a XVIII”, a autora Adriana Romeiro traz acusações contra autoridades acusadas de práticas pouco lícitas.

Ela lembra o “Sermão da visitação de Nossa Senhora”, pregado na Bahia em 1640, quando o padre jesuíta português António Vieira, ou Antônio Vieira (1608-1697), afirmou que o verdadeiro pecado original encontrava-se na capacidade de seus governantes: “tomar o alheio, cobiças, interesses, ganhos e conveniências particulares... porque alguns ministros de S. Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar nossos bens”. Ele desenvolveu a tese de que a enfermidade que o Brasil padece é a corrupção.

O historiador espanhol Jaime Vicens Vives (1910-1960) situa a emergência da corrupção como “um sistema administrativo” em fins do século XVII, quando deixou de ser episódica para se integrar à lógica do funcionamento do próprio sistema em terras colonizadas por portugueses e espanhóis.

Adriana Romeiro relata, no livro, que uma tropa de mais de 1,3 mil soldados chegaram a Salvador, comandados pelo conde da Torre, para o enfrentamento dos holandeses, e foram derrotados na costa do Recife. Vieira atribuiu a derrota portuguesa à sucessão de ilicitudes praticados pelos ministros do Reino, como o desvio de recursos destinados à guerra, a venda por fora de mantimentos doados ao rei; o furto do soldo dos combatentes (a rachadinha da época); a venda de equipamentos e munições dos navios.

Em plena epidemia de bexiga (varíola) em Pernambuco, o governador da capitania 1685 a 1688, João da Cunha Souto Maior, recorreu aos “cofres da provedoria dos defuntos e ausentes”. Esse “fundo” acumulou, então, “a quantia vultosa de 100 mil cruzados”, e, de olho em tão rico recursos, o governador exonerou o tesoureiro e o substituiu por um criado seu, que “praticou várias falcatruas”.

Adriana Romeiro lembra no livro que as primeiras acusações de enriquecimento ilícito remontam ao século XVI, “quando o governador-geral Mem de Sá foi denunciado por Gaspar de Barros Magalhães e Sebastião Álvares, ambos oficiais da Fazenda, que enviaram, em 1562, um extenso relatório ao rei de Portugal tecendo duras críticas a Mem de Sá. Ele conseguiu acumular um patrimônio invejável, do qual faziam parte engenhos e um rebanho de 500 cabeças de gado.

O governador da capitania do Rio de Janeiro, Thomé Correia Alvarenga (1654? – 1618?), ordenava aos capitães de navios negreiros ancorados no porto local que apresentassem a ele os melhores escravos, a fim de escolhê-los. O governador estipulava o preço que pagava pelas “peças”.

O mesmo ele fazia com carregamentos de vinho procedente da Ilha da Madeira, “confiscando as pipas por preços irrisórios e depois revendendo a preços altos”. Os comandantes das embarcações diziam preferir “cair nas garras dos piratas e holandeses que chegar a salvamento no Rio de Janeiro”.

Manifesto de 1700, assinado por um tal de “Engenho do Rio de Janeiro”, lamentava que os ministros nomeados pelo rei tivessem a seguinte máxima: “Venha para cá o ouro de sua majestade que lhe queremos pôr a mão por cima, e os bugios do Brasil que se esfolem”.

Há tantas outra estórias de corrupção, ou, “comissionamento”, narradas no livro de Adriana Romeiro. Parece que a imprensa brasileira não se interessa em estudar um pouco de história e não tem memória histórica. Dando um salto na trajetória brasileira, na trajetória recente da República, vale lembrar as denúncias de desvios de materiais na construção de Brasília.

Sem esquecer o caso Banestado, nos anos 90, investigado pelo juiz Sergio Moro (assistam o filme O Mecanismo, de José Padilha)! Mas antes disso, no período da ditadura cívico-militar de 1964 foram denunciados os casos Lutfalla, Capemi, Coroa-Brastel, Grupo Delfin. Esses ficam escondidos debaixo do tapete da mídia, para assim definir que “nunca se roubou tanto no Brasil quanto no governo do PT”!

Agora, a nação assiste uma CPI da Covid na qual apareceram indícios de superfaturamento na aquisição de vacinas, o que só não se materializou por interferência se um funcionário do Ministério da Saúde ao assinalar que havia erros de informação no pedido realizado. Depois foi divulgado um vídeo em que o ex-ministro militar da Saúde negociava vacinas! E aquele governante que se elegeu dizendo que ia acabar com a corrupção, com o toma-lá-dá-cá acrescenta mais um capítulo à história brasileira recheada de marcas de falcatruas.

Ora, que “os bugios do Brasil se esfolem!”

 

Leia mais

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