Crise no Oriente Médio pode causar uma catástrofe agroalimentar global, alerta FAO

Foto: Reprodução/Agência Fpa

Mais Lidos

  • “Ainda há muito a ser revelado sobre a IA que está sendo desenvolvida pela China e pelos EUA.” Entrevista com Ángel Gómez de Ágreda

    LER MAIS
  • Um dia após o cessar-fogo no Irã, Melania Trump traz Epstein de volta: o que realmente motiva a política dos EUA? Artigo de Uriel Araujo

    LER MAIS
  • Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e elevar calor até 2027

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Abril 2026

Países mais pobres serão os mais afetados, com atraso nos plantios por falta de insumos essenciais, menor produção e inflação mais alta.

A informação é publicada por ClimaInfo, 14-04-2026.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã após os ataques de Estados Unidos e Israel ao país afetou não apenas o fornecimento mundial de combustíveis fósseis, mas também de fertilizantes. Por isso, a continuidade do conflito pode provocar uma catástrofe agroalimentar global, com efeitos ainda piores nos países em desenvolvimento, alertou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na 2ª feira (13/4).

Por Ormuz passa uma parcela significativa dos combustíveis fósseis e insumos agrícolas mundiais, lembra a FAO. As interrupções do tráfego no estreito já estão restringindo o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes para o plantio de culturas básicas, com efeitos que se estendem muito além do Oriente Médio.

“Temos entre 30% e 35% do petróleo bruto parado, 20% do gás, e entre 20% e 30% de outros fertilizantes que também não estão sendo exportados. É essencial que o cessar-fogo [firmado entre EUA e Irã, mas não totalmente cumprido] continue e que os navios possam começar a se mover para evitar o problema da inflação alimentar”, disse Máximo Torero, economista-chefe da organização.

Grande parte da carga que saiu do Golfo Pérsico antes da guerra já chegou ao seu destino. Na prática, isso significa que o mundo está agora entrando em uma fase em que o fornecimento pode começar a ficar mais escasso, alerta a FAO. Muitos navios permanecem parados, sem novas cargas passando por Ormuz.

Mesmo que as tensões diminuam, a normalização do tráfego marítimo pode levar semanas. Esse atraso é crítico, alerta David Laborde, diretor da Divisão de Economia Agroalimentar da FAO. “Vamos presenciar uma verdadeira interrupção no fornecimento nos próximos dias.”

Como sempre, os países mais pobres são os mais afetados. Os calendários de plantio vão sofrer com atrasos no acesso a insumos essenciais, o que pode se traduzir rapidamente em menor produção, maior inflação e crescimento global mais lento, explica Torero. Ele reforça que “o tempo está passando” para evitar que o cenário atual se transforme em uma crise global similar à ocorrida durante a pandemia de Covid-19, em 2020, informa a CNN Brasil.

“Tudo está ligado ao calendário agrícola. Se os agricultores não tiverem todos os recursos necessários para plantar, isso poderá causar rendimentos mais baixos, o que significa menos alimentos no futuro”, alerta.

Reuters, Al Jazeera, Globo Rural e Valor também repercutiram o alerta da FAO.

Leia mais