Nas inevitáveis tribulações da vida, coragem! Breve reflexão para cristãos ou não. Comentário de Chico Alencar

Foto: Yannick Pulver/Unplash

Mais Lidos

  • Lira mensageira. Drummond e o grupo modernistamineiro é o mais recente livro de um dos principais pesquisadores da cultura no Brasil

    Drummond e o modernismo mineiro. A incontornável relação entre as elites políticas e os intelectuais modernistas. Entrevista especial com Sergio Miceli

    LER MAIS
  • Nova carta apostólica do Papa Leão é publicada

    LER MAIS
  • Indígenas cercados: ruralistas contra-atacam. Artigo de Gabriel Vilardi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

17 Novembro 2025

"Jesus propõe firmeza, serenidade e fé frente aos revezes da caminhada terrena", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ, ao comentar o evangelho do domingo, 16-11-2025, Lucas, 21, 5-19.

Segundo ele, "é como ensina o jagunço filósofo Riobaldo, nas veredas do Grande Sertão de Guimarães Rosa (1908-1967): "o viver da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!". Ou como canta o samba de Paulo Vanzolini (1924-2013): "reconhece a queda/ e não desanima:/levanta, sacode a poeira/ dá a volta por cima!". Lições de vida: mais que decorar, é preciso praticar!"

Eis o comentário.

Nesse domingo, um Jesus profético nos fala (Lucas, 21, 5-19): desprezando a suntuosidade do Templo de Jerusalém, Ele prevê sua destruição - que aconteceria quando da invasão romana, por incêndio, 40 anos após sua morte.

Jesus, diante de discípulos assustados e autoridades tramando prendê-lo, alerta sobre os inevitáveis conflitos do mundo ("guerras, revoluções"), catástrofes ("terremotos, fenômenos terríveis") e tropeços da existência ("perseguições, prisões, calúnias"). Tudo isso, ontem e hoje, afeta sobretudo os mais vulneráveis.

O Mestre chama atenção também para os "falsos profetas", oportunistas que aparecem nessas horas críticas. Tem um monte por aí, não?

Mas, revolucionário, Jesus não apela para um "salvacionismo" individual ou saída mágica do desespero. "Apesar disso, nem um só fio de cabelo de vocês será perdido" (18). "É permanecendo firmes que vocês conservarão suas vidas"(19). Deus provê!

Propõe firmeza, serenidade e fé frente aos revezes da caminhada terrena!

É como ensina o jagunço filósofo Riobaldo, nas veredas do Grande Sertão de Guimarães Rosa (1908-1967): "o viver da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!".

Ou como canta o samba de Paulo Vanzolini (1924-2013): "reconhece a queda/ e não desanima:/levanta, sacode a poeira/ dá a volta por cima!".

Lições de vida: mais que decorar, é preciso praticar!

Hoje é também o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo querido papa Francisco. (1936-2025} em 2017. Não para louvar a pobreza, mas para lutar contra suas causas estruturais e acolher os marginalizados da sociedade como irmãos. E para entender que não há justiça climática sem justiça social.

Leia mais