Painel debate rastreabilidade da carne e desafios da comunicação ambiental

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Julho 2025

Em webinário, jornalistas especializados defendem transparência na cadeia da carne e fomento ao debate público sobre créditos de carbono

A reportagem é de Júlia Mendes, publicada por ((o))eco, 22-07-2025.

O último painel da WebinarCOP30: Floresta Amazônica e Soluções Climáticas”, realizado nesta sexta-feira (18), teve como tema central “mídias e jornalismo sob uma lente crítica”. Os jornalistas Alexandre Mansur e Sérgio Teixeira debateram tópicos como a importância da rastreabilidade bovina e do fomento de discussões e de conhecimento sobre créditos de carbono.

“Qual a prioridade do Brasil no controle do clima?” foi o primeiro questionamento feito por Alexandre Mansur, sócio do “O mundo que queremos”. A pecuária é a maior fonte de emissões do Brasil, de acordo com o gráfico apresentado pelo jornalista. “A primeira pergunta é se a gente está atribuindo o peso certo às fontes e às responsabilidades certas e se a gente está tendo as conversas certas”, disse. Como caminhos possíveis para solucionar o problema, Mansur apresentou o Radar Verde, um indicador que visa mostrar para os consumidores e financiadores quais são os frigoríficos e supermercados que têm maior grau de controle e transparência sobre sua cadeia da carne. Em 2024, a iniciativa mapeou 146 empresas detentoras de 191 plantas frigoríficas.

Editor do Reset Capital, Sérgio Teixeira concordou que a rastreabilidade do gado e acompanhamento das fazendas em que os bois são criados são tópicos essenciais que, apesar de estarem atrasados na apresentação de dados, “é um tipo de informação essencial e a gente está procurando saber como obter”. Além disso, ele citou também o incentivo à maior produtividade na pecuária brasileira, o que envolve uma série de medidas a serem tomadas, como por exemplo a maior qualidade do pasto “O boi, quando come mal, demora mais pra engordar, passa mais tempo vivo, e portanto, mais tempo arrotando. O problema disso é o dinheiro, há pouco recurso”, explicou. Uma alternativa para esse financiamento, segundo ele, é vislumbrar o mercado de carbono. “A gente acredita no reset que é uma questão econômica, que deve ser resolvida de forma financeira”, completou.

Como formas de enfrentar as crises climática e ambiental, os jornalistas opinam que há sim caminhos para uma mudança positiva. Sérgio diz que, de certa forma, é otimista, assim como outras pessoas que também não desistiram e vêm procurando soluções. “Nossa ideia no reset é contar as histórias de quem está tentando e se esforçando. Nem sempre vai dar certo. Mas não podemos desistir. E temos que dar publicidade e divulgar as experiências de quem está tentando fazer dar certo”, disse.

Mansur enfatizou a importância da percepção do agro nesse processo. “Acho que é até o setor agropecuário brasileiro entender o quanto ele está ligado a florestas. Se você ouvir eles falarem o quanto precisam dessa floresta para chuvas, que alimentam a produção, e da estabilidade climática que sustenta a produção, aí a gente pode ter esperança”, explicou.

O painel teve quase uma hora de duração e pode ser visto, na íntegra, aqui

Leia mais