Pastor pede escusas por ter discriminado homossexuais

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Companhias aéreas europeias começam a cortar voos devido à guerra no Irã: Lufthansa anuncia 20 mil cancelamentos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Mai 2022

 

O reverendo Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, de São Paulo, anunciou que essa congregação jamais descriminará qualquer pessoas devido à identidade sexual e de gênero. Ele fez um mea culpa a respeito do posicionamento que chegou a expressar no passado. “Escrevi textos e participei de conferências em que fui homofóbico: ‘não há lugar para pessoas homossexuais no reino de Deus’, era uma das minhas frases”.

 

A reportagem é de Eldeberto Behs, jornalista. 

 

Pastores e igrejas perdem “inúmeras pessoas lindas por elas virem de fora das normas culturais. Por outro lado, acolhem fariseus moralistas, imorais e violentos”, manifestou Gondim em postagem nas redes sociais. “Por outro lado, acolhem fariseus moralistas, imorais e violentos”.

 

Gondim disse que conheceu de perto a discriminação, repúdio e exclusão que essas pessoas sofrem. “Eu mesmo, em tempos fundamentalistas, rotulava gays de ‘pervertidas’, ‘pecadoras’, ‘abominações””, admitiu.

 

Posturas desse calibre “empurraram alguns e algumas para o suicídio. Sujei as mãos de sangue. Pedi perdão a Deus, mas não foi o suficiente; me comprometi a usar todo o esforços para acolher. Equivalente em oferecer esperança”, afirmou.

 

“Minha bandeira – proclamou – não é a homossexualidade; minha causa é o amor hospitaleiro. Minha causa transcende essa pauta. Não sou gay, mas sou pastor que vê essas pessoas sem os óculos da discriminação, da culpa e do pecado”. Homossexualidade, concluiu, não é pecado.

 

Gondim iniciou o seu pastorado na Igreja Assembleia de Deus.

 

 

 

Leia mais