"O Papa me disse: vamos adiante, com serenidade e determinação", afirma bispo que trabalha na Santa Sé

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04 Novembro 2015

D. Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, optou pelos 140 caracteres do Twitter para descrever seu encontro com o Papa Francisco: "Acabo de ver o Papa. Suas palavras textuais são: 'vamos adiante, com serenidade e determinação".

É uma declaração que consola, considerando o clima que se respira nestes dias convulsionados no Vaticano. D. Galantino, secretário geral da Conferência Episcopal Italiana - CEI, numa entrevista à TV 2000 e Blu Radio, a rede de difusão católica italiana, comentou o novo caso de filtração de documentos reservados do Vaticano: "É um ataque à Igreja, mas não sabia donde provém. Seguramente de alguém que está com medo do processo de renovação que o Papa Franscisco está levando adiante".

A informação é publicada por Vatican Insider, 03-11-2015 e por Corriere della Sera, 04-11-2015. A tradução é de IHU On-Line.

"Creio qeu alguém - acrescentou D. Galantino - tem medo de uma Igreja que começa a ser inatacável em alguns pontos, que começa a ser credível inclusive aos olhos dos não crentes, e isto está fazendo com que alguns percam a razão. Alguns ataques são absolutamente injustificaos".

"Estes quatro senhores - reforçou o secretario da CEI -, se é certo que disseram terem atuado para o bem do Papa, falaram bobagens e sabem que mentem, porque não se quer bem a uma pessoa apunhalando-a pelas costas ou lhe roubando convesações privadas e causando mal à Igreja. Está querendo se cobrir com uma folha de figueira a um furto e uma falta de confiança. É um gesto execrável".

"Espero que aqueles que na nossa Igreja - prosseguiu D. Galantino - se sentem atingidos pelos ritmos e as lógicas do Papa Francisco, que na realidade são os ritmos e as lógicas do Evangelho, espero que lhes seja de ajuda estas sacudidas. Espero que já não se repitam. Espero, além disso, que aqueles a quem lhes custa acolher este processo de renovação, sejam postos frente à realidade de certos comportamentos e digam: "Assim não dá, não estou fazendo o bem à Igreja". Paradoxalmente tudo isto poderá ser um fato positivo que pode mobilizar determinadas modalidades".

O secretário-geral da CEI depois declarou: "Encontrei o Santo Padre no domingo passado. Falamos de outras coisas e não disto, mas o Papa não me pareceu particularmente amargurado. Coloco-me em seus sapatos: qualquer filho da Igreja ante estes ataques concêntricos não tem como ficar indiferente".