Sudão declara estado de emergência na fronteira com Sul

Mais Lidos

  • Passarinho… que som é esse? Uma história de como os pássaros cantam. Artigo de Juliana Moraes

    LER MAIS
  • Seja feliz no seu novo ano. Artigo de Frei Betto

    LER MAIS
  • A fome, o dragão e o Mercosul: o Brasil na encruzilhada da nova ordem mundial. Entrevista com Fernando Roberto de Freitas Almeida

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Abril 2012

O Sudão declarou ontem estado de emergência em sua fronteira com o Sudão do Sul, dando às autoridades o amplo poder de prender qualquer pessoa, um dia depois da detenção de três estrangeiros - um britânico, um norueguês e um sul-africano - em uma cidade fronteiriça.

A notícia é do jornal O Estado de S. Paulo, 30-04-2012.

O governo do Sudão acusou os três de terem entrado ilegalmente na cidade de Heglig para espionar para o Sudão do Sul, que desmentiu as alegações e assegurou que eles trabalham com a ONU e ONGs que retiram minas terrestres e se haviam perdido.

Em Oslo, uma organização de ajuda humanitária confirmou que um de seus funcionários - Hohn Soerbe, de 50 anos, tinha sido preso.

As detenções e o estado de emergência destacam a tensão entre os antigos rivais, que no mês passado estiveram à beira de uma nova guerra por causa da retomada de combates em áreas disputadas. O Sudão do Sul - que obteve a independência nove meses atrás com base em um acordo alcançado em 2005, que encerrou uma guerra que deixou mais de 2 milhões de mortos - disse ontem que ao menos 21 pessoas foram mortas em dois dias de confrontos entre seu Exército e os rebeldes apoiados pelo governo de Cartum.

Os governos de Cartum e Juba acusam um ao outro de apoiar as milícias rebeldes em seus territórios. Ambos negam as acusações.

Ainda ontem, o Sudão do Sul informou a ONU que vai retirar seus policiais e soldados de uma área em disputa na fronteira com o Sudão, conforme exigências da União Africana, que deu três meses de ultimato aos dois lados do conflito. O novo país também manifestou seu compromisso de cessar os combates com seu vizinho do norte.

Apesar de o Sudão do Sul ter obtido independência no ano passado, os dois países não chegaram a um acordo para a demarcação de suas fronteiras e a divisão da renda do petróleo e outros recursos.