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17 Novembro 2011

O nome faz vista: Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura. Mais conhecido como Plano ABC, ele nasceu do compromisso assumido pelo Brasil durante a 15ª Conferência das Partes (CoP-15), realizada há dois anos em Copenhague, de reduzir voluntariamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE), projetadas até 2020.

A reportagem é de Ellen Cordeiro e publicada pelo jornal Valor, 17-11-2011.

Iniciado no ano passado, o plano pretende aperfeiçoar as práticas de uso e manejo sustentáveis dos recursos naturais que diminuam as emissões de gases de efeito estufa, afirma Erikson Chandoha, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o Ministério, o projeto prevê redução de 80% da taxa de desmatamento na Amazônia e de 40% no Cerrado, além da ampliação da eficiência energética no período.

A área responsável pelo crédito agrícola registrou desempenho modesto. Pelo Plano de Safra 2011/12, foram oferecidos R$ 3,17 bilhões - o crédito para o Programa ABC cresceu aproximadamente 50% em relação a igual período de 2010. No entanto, até o momento foram liberados apenas R$ 120 milhões, segundo o secretário.

Chandoha reconhece que o ABC enfrenta problemas burocráticos, que dificultam a participação dos produtores rurais. Foi o caso de Rowena Petroll Rodrigues, que faz integração lavoura-pecuária-floresta em Paracatu (MG). "Fizemos um dia de campo neste ano e ouvimos de representantes do Ministério da Agricultura que temos o perfil do programa", afirma. Mas o interesse em participar esbarra na falta de linha de crédito, "que o Banco do Brasil não libera", diz.

Além disso, o secretário observa que a implantação de uma agricultura em bases sustentáveis não é fácil, sendo essencial uma grande mobilização para implementar ações de capacitação dos agentes financeiros, produtores e técnicos rurais, procurando ampliar o conhecimento sobre as tecnologias de recuperação de pastagens degradadas, integração Lavoura-pecuária-floresta, entre outras.

Além disso, de acordo com o secretário, relatos informais dão conta que há "certa cautela do setor agrícola decorrente das indefinições estabelecidas pela não aprovação, até o presente momento, da proposta de revisão do Código Florestal".