Rússia afirma ter realizado novos exercícios militares nucleares supervisionados por Putin

Vladimir Putin | Foto: Kremlin / FotosPúblicas

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

30 Outubro 2024

A Rússia afirmou nesta terça-feira (29) ter realizado novos exercícios militares nucleares, sob a supervisão do presidente Vladimir Putin, que recentemente mencionou a possibilidade de utilização destas armas no contexto do conflito na Ucrânia.

A reportagem é publicada por RFI, 29-10-2024.

O Ministério da Defesa russo afirmou num comunicado que “cumpriu integralmente” os objetivos definidos durante as manobras que incluíram “lançamentos de mísseis balísticos e de cruzeiro” e reuniram forças de “dissuasão estratégica terrestre, naval e aérea”.

“Todos os mísseis atingiram seus alvos”, celebrou o ministério.

Num vídeo divulgado por seus serviços, o ministro da Defesa, Andrei Belussov, explicou ao chefe de Estado russo que um dos testes previstos consistia em simular “um ataque nuclear massivo (…) em resposta a um ataque nuclear inimigo”.

Na abertura dos exercícios, Vladimir Putin afirmou que o uso de armas nucleares continuava a ser “uma medida excepcional” para Moscou. Mas, “dadas as crescentes tensões geopolíticas e o surgimento de novas ameaças e novos riscos externos, é importante ter forças estratégicas modernas constantemente prontas para serem utilizadas”, sublinhou.

O presidente russo ordenou no início de maio a organização de exercícios nucleares “num futuro próximo” envolvendo tropas baseadas perto da Ucrânia, em resposta às “ameaças” dos líderes ocidentais contra seu país.

Revisão da doutrina nuclear russa

No final de setembro, ele propôs a revisão da doutrina nuclear russa, considerando como “um ataque conjunto” a “agressão da Rússia por um país não nuclear, mas com a participação ou apoio de um país nuclear”, em referência direta à Ucrânia e seus aliados ocidentais, que fornecem armas e financiamento a Kiev contra as forças russas.

Kiev busca autorização para utilizar mísseis de longo alcance contra a Rússia, apesar da relutância em particular dos Estados Unidos, uma grande potência nuclear, que teme uma escalada.

Vladimir Putin, por seu lado, alertou que tal decisão significaria que “os países da Otan estão em guerra com a Rússia”. “Espero que tenham ouvido”, repetiu ele sobre o assunto no domingo (27).

Em outubro de 2023, o chefe de Estado russo já tinha supervisionado o disparo de mísseis balísticos durante manobras militares destinadas a simular um “ataque nuclear massivo” de represália.

Leia mais