Novo padrão climático similar ao El Niño pode mudar clima no Hemisfério Sul

Foto: Eelco Böhtlingk | Unsplash

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Agosto 2024

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico na altura dos Trópicos, pode ter um “irmão” menor. O novo padrão climático pode provocar mudanças no clima em todo o Hemisfério Sul.

A reportagem foi publicada por ClimaInfo, 09-08-2024.

O fenômeno foi batizado de “Onda Número 4 do Padrão Circumpolar do Hemisfério Sul”, ou SST-W4. Segundo o estudo, publicado no Journal of Geophysical Research: Oceans (JGR Oceans), o SST-W4 emerge mais ao sul do que o El Niño, no sudoeste do Pacífico subtropical, em direção à Austrália e à Nova Zelândia, detalha a BBC, em matéria reproduzida por Folha e g1.

Segundo os pesquisadores, o novo padrão será vital para se entender as mudanças climáticas nos próximos anos e se prever melhor o clima. Embora a região de origem do fenômeno seja relativamente pequena, pode desencadear mudanças de temperatura em todo o Hemisfério Sul, dizem os cientistas.

“Essa descoberta é como encontrar um novo interruptor no clima da Terra”, diz Balaji Senapati, pesquisador do Departamento de Meteorologia da Universidade de Reading, na Inglaterra, e principal autor do estudo. “Isso mostra que uma área relativamente pequena do oceano pode ter efeitos de longo alcance no clima global e nos padrões climáticos.”

Os cientistas sabiam há alguns anos que havia um padrão afetando as flutuações da temperatura da superfície do mar na região, mas não entendiam como isso funcionava. O estudo conseguiu simular com sucesso esse padrão pela primeira vez. Para isso, usou um modelo climático sofisticado que representou 300 anos de condições climáticas.

O modelo combina componentes atmosféricos, oceânicos e de gelo marinho para criar uma imagem abrangente do sistema climático da Terra. Quando analisaram os dados simulados, os pesquisadores identificaram um padrão recorrente de variações da temperatura da superfície do mar ao redor do Hemisfério Sul. Quando a temperatura do oceano muda nessa pequena área, influencia as temperaturas na atmosfera. “Isso cria um padrão ondulatório que viaja pelo Hemisfério Sul, impulsionado por fortes ventos de oeste”, explicam.

Leia mais