Entregadores de aplicativos organizam primeira paralisação da nova era Lula

Foto: Marília Castelli | Unsplash

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05 Janeiro 2023

Aliança dos Entregadores de Aplicativos já contabiliza a adesão de 15 estados ao movimento que pretende parar tele-entregas no dia 25 de janeiro.

A reportagem é de Marcelo Menna Barreto, publicada por Extra Classe, 04-01-2023.

Trabalhadores autônomos de aplicativos de tele-entrega estão em franca mobilização para realizar no próximo dia 25 de janeiro uma paralisação no país. O movimento dos entregadores, além de reivindicar melhores condições de trabalho, quer ter maior participação nas discussões promovidas pelo governo sobre a regulamentação das plataformas e que seja criado um fundo social de proteção aos trabalhadores.

Se no início, em 8 de novembro, a carta aberta que deflagrou a iniciativa apresentava assinaturas de lideranças de quatro estados, hoje a adesão ao movimento já conta com líderes de 15 estados.

Essa é a informação do presidente do Sindicato de Motoristas e Entregadores por Aplicativos do Rio de Janeiro (Sindimobi), Luiz Corrêa que também preside nacionalmente a Central Brasileira dos Trabalhadores (CBT).

Ele ainda lembra que a última paralisação de entregadores em março passado ocorreu em 22 estados.

Independente do posicionamento político diverso dos integrantes da Aliança, há muitas convergências sobre o que quer o segmento e a necessidade de o governo ouvir melhor sua base.

Para Jean Clezar, fundador e presidente da E-Bike (Associação dos Ciclo Entregadores de Porto Alegre) o ano começou com muitas notícias boas e negativas para os entregadores.

Na opinião de muitos líderes do movimento dos entregadores, a notícia boa foi a entrada de um governo que, opostamente ao anterior, quer regulamentar as plataformas de tele-entrega. A negativa se dá por conta das controvérsias sobre a forma como está sendo travada a discussão.

Corrêa diz que, se a discussão para atender às demandas dos tele entregadores no período Bolsonaro (PL), então, estava sendo feita com parlamentares e as próprias plataformas, hoje o debate se inicia no novo governo através de estudiosos e três centrais sindicais (CUT, UGT e CTB).

“Não contemplam entregadores e motoristas de aplicativos. Podem representar outras categorias, menos esse modal”, afirma.

Já entre uma garantia via CLT e a “escravidão que a gente vive hoje em dia”, fala Clezar, o movimento da Aliança quer buscar um meio termo.

Há uma fragmentação entre os tele-entregadores a respeito da questão, mas, em boa parte, prevalece o entendimento que o modelo via CLT não é vantajoso para a categoria.

“Os entregadores, nas ruas, não acreditam que a CLT seja vantajosa. Não queremos CLT, mas também não podemos viver nas condições atuais”, registra.

Fazendo coro à Corrêa, que afirmou que não está debatendo os rumos da regulamentação quem “sofre a dor”, Clezar também deixa claro: “queremos voz nas decisões que o governo toma sobre nosso trabalho, queremos participar dessa mudança, pois só nós sabemos o que precisamos ou não”.

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