''A deslegitimação de Bergoglio não tem precedentes'', afirma Enzo Bianchi, monge italiano

Foto: L'Osservatore Romano

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Agosto 2017

“O Papa Francisco abriu um clima de maior liberdade na Igreja. Aplacaram-se alguns medos, diversas inibições, aquele mesmo clima que Paulo VI tinha pedido e desejado.” A convicção é de Enzo Bianchi, fundador da comunidade monástica de Bose, que falou nessa quinta-feira, 24, no 75º curso de estudos cristãos promovido pela Pro Civitate Christiana, em Assis, sobre o tema “Demos futuro à virada profética de Francisco”.

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 25-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Sobre as críticas ao Papa Bergoglio, Bianchi admitiu: “Existem alguns grupos na Igreja que não se limitam a uma crítica respeitosa, mas mantêm uma atitude de contraposição e de contestação não ao papa, mas à pessoa de Bergoglio, que destrói a comunhão e a própria Igreja. Essa deslegitimação não tem precedentes na história da Igreja dos últimos séculos”.

“O Papa Francisco tem um estilo capaz de mudar a simbologia do papado – observou Bianchi – e quer iniciar o processo de reforma, como ele mesmo admitiu. Ele é capaz de se humilhar pela unidade da Igreja e irá aonde os outros lhe pedirem.”

De acordo com o ex-prior de Bose, “deve-se notar o esforço do Papa Francisco de levar a cumprimento o Concílio Vaticano II e a vontade de instaurar uma cultura do diálogo, um exercício da escuta e abrir a uma conversa que leve ao debate e que não busque humilhar e deslegitimar o adversário. O Papa Francisco manifesta uma urgência nunca sentida: incluir homens e mulheres, e não excluir ninguém dos caminhos da Igreja”.

Para o fundador de Bose, “o que o Papa Francisco nos pede é um caminho de conversão. Mas nós somos capazes de realizar essa conversão?”.

Por fim, Enzo Bianchi ousou uma previsão: “Se o Papa Francisco buscar os caminhos do Evangelho, encontrará a rejeição das forças anticristãs prontas para combatê-lo”.

Leia mais