Papa Francisco, dois anos. “A eficácia de sua linguagem o torna um dos personagens mais relevantes e populares do planeta”

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Março 2015

A característica mais relevante do pontificado de Francisco é a linguagem. O segundo ano confirma que a eficácia de sua linguagem o torna um dos personagens mais relevantes e populares do planeta. Poder-se-ia dizer que fala “papal, papal”, sem se preocupar se às vezes suas palavras possam prestar-se a algum equívoco.

Diz coisas de altíssima teologia e de precisa correspondência pastoral com consistente e eloqüente capacidade semântica. Tornou-se habilíssimo na utilização da linguagem no sentido do significado, que funciona somente se todos o entendem. E estabeleceu em Santa Marta o lugar de eleição da empresa.

A opinião é de Alberto Bobbio, redator-chefe da revista semanal italiana Famiglia Cristiana, publicada por Il sismografo, 06-03-2015.

As homilias de Santa Marta se tornaram assim o coração estratégico do Pontificado, o centro pulsante do “magistério contínuo”, característica especial do Papa Francisco. Ele escuta o povo e escuta o Evangelho. E depois fala.

Mas, junto a Santa Marta, sobretudo nos últimos meses do segundo ano, assistimos a outra inovação: o Angelus do domingo. É uma pílula de catequese bíblica e teológica oferecida a um público vastíssimo, considerando também aquele coligado em TV e na rádio. Já não é mais apenas uma saudação, também se os votos de "bom almoço" existe sempre. É uma breve pregação útil e benéfica. Bergoglio agora não deixa escapar nenhuma ocasião.

O segundo ano de pontificado confirmou que para o Papa Francisco o que conta são as relações com os outros, intercaladas de gestos e palavras. Se nenhum temor: nem de abraçar, nem de falar.