Martinelli, a participação decisiva do brasileiro vindo do futsal que recusou a seleção italiana

Gabriel Martinelli. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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30 Junho 2026

O quanto a Itália está no destino dos brasileiros: o ponta do Arsenal foi sondado por Mancini para a Euro 2020.

A reportagem é de Emanuela Audisio, publicada por La Repubblica, 30-06-2026.

A Itália está lá, lutando, sobrevivendo. Carlo Ancelotti colocou Gabriel Martinelli em campo, vindo do Lauriano (Piemonte), aos 56 minutos, que marcou aos 95 minutos em uma partida cujo apito final foi dado pelo árbitro romano Maurizio Mariani (e vamos incluir também os assistentes Daniele Bindoni e Alberto Tegoni) aos 101 minutos. Medo, por favor, vá embora. O Brasil avança para as oitavas de final, o Japão não, então eles aprendem a superar a Azzurra.

Ancelotti, o último italiano restante no banco de reservas de uma Copa do Mundo (Montella e Cannavaro já estão fora), não tem mais o chiclete na boca (mastigado neurologicamente) ao substituir Cunha por Martinelli, que, rejeitado pelos grandes clubes e por Manchester United e Barcelona, ​​acabou no Arsenal em 2019, que o contratou junto ao Ituano, da terceira divisão brasileira.

Martinelli, a importância do pai

Enquanto se esperava pela estrela Neymar, um jogador (praticamente) desconhecido, raramente titular nos Gunners, marca, um raio de luz no firmamento brasileiro, que, no entanto, faz seu primeiro gol em Copas do Mundo.

Outro gol sem esforço, após o do canadense Eustaquio (também nos acréscimos), que, aliás, é português. E mais um gol graças ao pai. No sentido de que Gabriel, nascido em Guarulhos, São Paulo, onde as traves nem tinham redes, deve tudo ao pai, João Carlos.

"Ele queria ser profissional, mas não conseguiu, então passou a ambição para mim. Ele me levava para o campo e eu dizia: 'Pai, vamos jogar', e ele respondia: 'Vamos treinar seu pé esquerdo'." Eu nem tinha 6 anos; meu pai ficava no gol, me jogava a bola e eu chutava sem parar. Eu também reclamava; era um incômodo; eu queria me divertir, não ficar gritando que um dia me tornaria profissional. Mas eu sempre o ouvia. Ele me dizia: "Haverá dias em que você não jogará bem, em que a bola baterá na sua canela, mas se você correr, ainda poderá contribuir para o seu time. Foi o que eu fiz, nunca parei de correr."

A chegada a Londres e o chef brasileiro

Ele até correu em socorro de Ancelotti com um gol que salvou seu time de uma situação desesperadora. Se você é o Brasil e empata com o Japão, significa que cometer haraquiri não é apenas uma tradição japonesa.

Martinelli chega a Londres aos 18 anos, sem falar uma palavra de inglês, ganha sete quilos de músculos e um cozinheiro brasileiro, mas tem medo de dormir sozinho ("na minha casa, ficávamos todos juntos"), pega carona para treinar e, assim que aprende o idioma e consegue tirar a carteira de motorista, a pandemia começa e tudo é adiado.

A ideia de Mancini de torná-lo italiano

O técnico italiano, Mancini, está considerando a participação de Gabriel no Campeonato Europeu em casa. Gabriel ainda era elegível, devido à origem italiana de seu pai e ao sobrenome italiano, mas ele diz que prefere esperar a convocação do Brasil. Ele estreou na seleção brasileira sub-23, conquistou o ouro olímpico em Tóquio e jogará a Copa do Mundo de 2022 no Catar.

E por falar em passaportes, em maio de 2023, descobriu-se que o brasileiro, juntamente com seu pai, havia usado um certificado de residência emitido pela prefeitura piemontesa de Lauriano, cidade localizada nas montanhas entre Turim e Asti, em troca de pagamentos a uma empresa intermediária. Martinelli não está sendo investigado, mas os documentos da investigação incluem uma foto dele e de seu pai, João Carlos, na praça da cidade, tirada em agosto de 2019.

Seu pai está entre os 68 brasileiros que residem em uma pousada em Lauriano, composta por apenas dois quartos. No entanto, os dois nunca passaram uma noite lá. Bem, a astúcia italiana de sempre, que o deslocou da ala (onde Vinicius estava) para o centro e salvou o Brasil no último minuto.

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