Entre mutações e metamorfoses. Artigo de Yayo Herrero

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30 Mai 2026

“Olhar para o futuro com esperança e confiança exige uma redefinição social do que entendemos por uma vida boa em tempos de policrise ecossocial e imaginar outras formas de viver capazes de nos inspirar a iniciar o caminho, fortalecer a organização para percorrê-lo e transformar as aspirações e os desejos de uma parte significativa da sociedade”. A reflexão é de Yayo Herrero López, em artigo publicado por Viento Sur, 26-05-2026. A tradução é do Cepat.

Yayo Herrero López é antropóloga espanhola e ativista ecofeminista.

Eis o artigo.

Começamos 2026 com a materialização das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos de intervir militarmente na Venezuela. Donald Trump, eufórico, falou de uma intervenção militar perfeita, eficiente e limpa. Quase cem pessoas foram massacradas no violento sequestro de Maduro e Cilia Flores, sua esposa. Trump e seu governo afirmaram descaradamente a posse do petróleo venezuelano e sua determinação em expulsar a China do mapa das relações comerciais com a Venezuela. Também ameaçaram outros países latino-americanos e a Groenlândia.

Ao mesmo tempo, a agência federal responsável por identificar, deter e deportar imigrantes indocumentados (ICE) executou publicamente Renée Nicole Good. As consequências dos bombardeios no Irã, na Síria, no Sudão e na Nigéria, da guerra na Ucrânia e do genocídio em curso contra o povo palestino, perpetrado desde o final de 2023, permanecem sem solução.

Na Espanha, geralmente apresentada como um bastião progressista na Europa, as eleições na Extremadura revelam um PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) em declínio, uma esquerda crescendo mais do que o esperado em outras regiões, mas sem conseguir capitalizar as perdas do PSOE, e um PP (Partido Popular) agarrando-se ao poder enquanto se alinha simultaneamente com uma extrema-direita em rápido crescimento. Essa trajetória se repete em outras partes da Europa.

Compreender a força com que a extrema-direita emergiu em tantos lugares simultaneamente exige o reconhecimento de toda a complexidade da crise multifacetada que estamos vivendo. Essa crise política e social se manifesta como uma profunda erosão da democracia e a ascensão de uma onda autoritária, repressiva e militarista. O colapso da ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, sustentado pela profunda crise ecológica, é frequentemente subanalisado e reduzido à dimensão climática, que por sua vez se resume à simples contabilização das emissões de CO2.

Quatro séculos depois de Francis Bacon ter sonhado com um progresso humano que dominaria a natureza e a abalaria até seus alicerces, é inegável que a teia da vida foi abalada, mas ao custo, como indicam as melhores informações científicas disponíveis e a experiência diária de milhões de pessoas, de colocar vidas em risco.

Estudos atuais indicam que sete dos nove limites planetários fundamentais, essenciais para garantir a continuidade da vida como a conhecemos, já foram ultrapassados. (1) A crise ecológica está causando desastres cada vez mais frequentes e intensos, que destroem meios de subsistência, habitats e infraestrutura. Ela reduz a capacidade humana de adaptação e de viver nesses territórios, colocando em risco a segurança vital.

Além disso, há uma crescente pressão extrativa sobre os recursos fósseis e um declínio na disponibilidade de minerais — que se tornam menos rentáveis do ponto de vista energético e econômico —, o que leva a uma transformação cada vez maior no uso da terra e exacerba os problemas ecológicos já mencionados, exercendo uma profunda pressão sobre os sistemas econômicos globalizados.

A comunidade científica tem alertado para a chegada de certos pontos de inflexão e para o risco de colapso (2) dos processos, bens e recursos naturais essenciais à sobrevivência humana. Colapsos ecológicos localizados e globais não significam necessariamente extinção total ou uma explosão terminal, mas existem. Minimizar a questão só aumenta a confusão em um momento já extremamente confuso.

A cultura ocidental desviou-se do caminho e rompeu os laços entre a humanidade e a teia da vida. Nosso mundo contemporâneo deriva desse pecado original: a prática de uma espécie de vivissecção cultural que separou a política e a economia dos fundamentos relacionais, naturais e sociais que as sustentam.

A oposição inerente entre o metabolismo capitalista agro-urbano-industrial e a organização da teia da vida constitui o cerne de todos os problemas ecossociais. Compreender a base ecológica desse conflito é talvez o que determina a diferença entre construir sociedades que se integram à teia da vida e sociedades que a exploram como se estivessem fora dela.

O que o capitalismo expansivo chama de progresso é, na natureza, regressão. O que nossa cultura chama de complexidade econômica e social é simplificação e empobrecimento na teia da vida. Quanto mais rápido os dados e as mentiras se movem pelas máquinas, mais informações vitais desaparecem. O que a economia chama de produtividade é, na natureza, ineficiência.

A segurança nos sistemas vivos é improdutiva para o capital. Enquanto os ecossistemas avançam na transferência de excedentes de energia para proteção e antecipação de riscos futuros, o progresso capitalista queima a energia do passado, desperdiça a do presente e repassa a conta para as gerações futuras na forma de emissões de gases de efeito estufa, ciclos interrompidos, solos devastados ou resíduos nucleares que terão que ser gerenciados no futuro.

Na teia da vida, os ciclos materiais se fecham; os ciclos do capitalismo são tóxicos. Chegar, ocupar, subjugar e matar, extrair, esgotar, abandonar e recomeçar em outro lugar. Se as coisas derem errado ou as contas não forem lucrativas, o negócio fecha e recomeça em outro lugar.

Ulrich Brand e Markus Wissen denominaram as relações entre os seres humanos e entre eles e a natureza, baseadas na desigualdade, no poder, na dominação e na violência, que tornam possível a vida cotidiana em lugares privilegiados, de modo de vida imperial. (5) A vida imperial é naturalizada por meio de discursos e visões de mundo, e cristaliza-se em práticas e instituições.

O capitalismo globalizado refinou ao extremo os mecanismos de apropriação da terra, água, energia, animais, minerais, urbanização em massa, privatizações e exploração do trabalho humano. Instrumentos financeiros, dívidas e todo um conjunto de leis, tratados e acordos internacionais constituem uma arquitetura de impunidade (6) que abre caminho para intrincadas redes econômicas transnacionais que desapropriam povos, exploram territórios, desmantelam quaisquer redes de proteção pública e comunitária existentes e reprimem qualquer resistência que surja.

Em seu livro Contra el autoritarismo de la libertad financiera (7), as pensadoras e ativistas argentinas Verónica Gago e Luci Cavallero oferecem uma reflexão, referente à Argentina, que parece aplicável ao atual clima político global.

Elas apontam que o sistema de governança na Argentina de Milei repousa sobre três pilares. O primeiro é a capacidade de destruição. O segundo é a implementação de uma política de choque que, por meio de uma enxurrada de decretos governamentais, consolida essa destruição. O terceiro é a ostentação de brutal crueldade que celebra e se deleita com os efeitos dessa destruição. Esses não são fenômenos novos. O que é novo, observam as autoras, é a intensidade e a velocidade vertiginosa com que são aplicados, e a perplexidade e desorientação que geram.

Creio que devemos interpretar a atual ascensão da extrema-direita, o contexto de rearmamento e a violência contra as populações como a resposta distópica dada por setores protegidos pelo poder político, econômico e militar à crise ecossocial.

A política e a economia são aplicadas violentamente para defender o direito de pilhar. Petróleo, gás, minerais, água, território, casas, cuidados, safras ou o tempo das pessoas. Agora não há necessidade de disfarçar ou encobrir isso com causas mais apresentáveis. Eles agem, de fato, como se o problema fosse descartar o excedente populacional.

William Robinson cunhou o conceito de Estado policial para ilustrar a natureza emergente da economia e da sociedade global como um todo repressivo. Segundo Robinson, a própria economia depende cada vez mais da evolução e implementação desses sistemas de guerra, controle social e repressão, que se tornam meios de obter lucros e continuar acumulando capital diante da estagnação econômica — uma espécie de acumulação por repressão. As elites desenvolveram um interesse particular na guerra, no conflito, na guerra jurídica, na desinformação e na repressão como formas de controle e acumulação, que permeiam e invadem toda a sociedade.

Os conflitos estão se multiplicando e, neles, territórios, bens comuns e natureza constituem o eixo central das disputas. Nesse contexto, aqueles que se opõem aos interesses corporativos são submetidos a agressões, violência e violações dos direitos humanos.

O estado policial global, a crueldade e a desumanização são as respostas às contradições inerentes ao sistema. Elites econômicas, visionários ultratecnológicos e fundamentalistas religiosos — frutos saudáveis da cultura escapista — forjam alianças que parecem estranhas à primeira vista, mas não tanto quando se consideram as visões de mundo antropocêntricas, individualistas e autoritárias que sustentam nossa civilização. A evolução humana dentro da teia da vida se torna um videogame violento no qual todos os vilões aspiram a ser os finalistas. A resposta à crise se traduz em uma espécie de cruzada contra os corpos, a interdependência, a compaixão, a vulnerabilidade e a complexidade da vida.

Um novo ciclo político e social está surgindo, no qual o ecocídio, o colonialismo, o racismo e a misoginia não são mais realidades estruturais a serem disfarçadas e escondidas. Eles são os pilares explícitos, proclamados descaradamente, de uma resposta autoritária e distópica à policrise ecossocial.

Ao eleitor que não se encaixa nesses supostos refúgios seguros é oferecida a nostalgia de um passado que provavelmente nunca existiu e a oportunidade de exercer poder e punição sobre um grupo cada vez maior de outros seres desumanizados e estigmatizados. Pode-se aplaudir o fim da ajuda àqueles que exploram a todos, aplaudir a deportação em massa de pessoas apresentadas como criminosas, demonizar educadores e profissionais de saúde que pensam que sabem mais do que você e aplaudir o desaparecimento das regulamentações econômicas e ambientais. “O fascismo do fim dos tempos é um fatalismo sombrio e festivo, um refúgio final para aqueles que acham mais fácil celebrar a destruição do que imaginar uma vida sem supremacia”. (8)

O problema é que as visões de esquerda e de direita um pouco mais moderadas estão sendo arrastadas para esse terreno político sombrio. Governos progressistas enfrentam a contradição entre o realismo de fomentar a acumulação em seus territórios e a necessidade de alcançar legitimidade política. A retórica do mal menor torna-se constante e, em um contexto de inquietação e desilusão, desmobiliza e paralisa. Crises de legitimidade estão se tornando cada vez mais intensas. O resultado é uma tendência à fascistização.

Olhar para o futuro com esperança e confiança exige uma redefinição social do que entendemos por uma vida boa em tempos de policrise ecossocial e imaginar outras formas de viver capazes de nos inspirar a iniciar o caminho, fortalecer a organização para percorrê-lo e transformar as aspirações e os desejos de uma parte significativa da sociedade.

Devemos reconhecer que os imaginários sociais, especialmente em países ricos, estão inscritos nos paradigmas de uma cultura equivocada e que, sem um apoio social significativo, as mudanças necessárias não podem ser vividas e implementadas. Inevitavelmente, portanto, uma das responsabilidades dos atores políticos e sociais é empenhar-se em iniciar um amplo diálogo nessa linha, capaz de se desenvolver em todos os lugares que pudermos alcançar.

Precisamos criar ambientes que tolerem os erros inerentes à experimentação social. Hoje, nem a cultura de ódio à extrema-direita nem as disputas internas entre as opções de esquerda deixam muito espaço para a audácia e a ousadia. Isso significa que, como ecossistemas em seus estágios iniciais, devemos criar terreno fértil para semear. Em meio à avalanche de respostas distópicas e com uma parcela significativa da esquerda desorientada, fica claro que a tarefa política é imensa.

Há algumas semanas, um artigo de Eloi Gummà e Roc Solà no El Salto analisou o trabalho político desenvolvido pela La France Insoumise (LFI) na França. Com 450 mil ativistas — e não apenas seguidores nas redes sociais —, a LFI argumenta que construir uma cidadania ativa no atual contexto de emergência exige um esforço significativo para construir um movimento de massas.

Eles concebem suas próprias ações como “um grande movimento de educação popular”. Apresentam-se como um movimento político que visa estimular a auto-organização. Insistem que a emancipação da classe trabalhadora deve ser obra da própria classe trabalhadora. Talvez o sucesso de Mamdani, sem diminuir sua habilidade no uso das redes sociais, tenha mais a ver com a força e a alegria concretas que a organização e a construção de movimentos geram.

Certamente haverá muitos caminhos para essa transição, mas as propostas ecofeministas são particularmente interessantes, talvez pela simplicidade de sua formulação. Uma simplicidade que é uma grande virtude para a transformação, mas que às vezes também representa um obstáculo. Para que as teorias sejam boas, elas devem ser, em certa medida, grandiosas e abstrusas e, acima de tudo, evitar a simplificação excessiva de simplesmente falar sobre muitas coisas concretas, pois, nesse caso, a teoria perde seu valor.

Os ecofeminismos inspiram uma política ancorada nos corpos e nos territórios. Constituem um materialismo incorporado (9) e localizado que raciocina a partir de uma plena consciência da vulnerabilidade humana e de sua inserção na natureza. A consciência de que a vida humana deve ser intencionalmente sustentada pode ajudar a reorientar a economia e a política para que a prioridade seja a sobrevivência e o bem-estar de todos os seres humanos em condições dignas, e o respeito e o cuidado por todas as formas de existência.

O ponto de partida é o reconhecimento do contexto. Alguns dizem que diagnósticos muito duros esmagam e paralisam. Mas, em nossa experiência, uma compreensão racional e informada daquilo que a maioria das pessoas já sente nos liberta e nos capacita a desafiar a desinformação, as teorias da conspiração e as farsas.

Compartilhar a dureza do momento, sem autocomplacência ou exagero, é um exercício de respeito, uma renúncia à superioridade intelectual e uma demonstração de confiança em nossas capacidades coletivas. É uma condição necessária para a criação de um poder capaz de confrontar a transformação da política em fascismo nos últimos tempos.

Precisamos criar um poder que possa se aliar àqueles que permanecem dentro das instituições, que não sucumbiram à crença de que a criatividade, a força de vontade, o apoio mútuo e a resiliência entraram em colapso; que não se renderam ao derrotismo daqueles que acreditam que o necessário para aspirar a viver com dignidade na Terra não é mais politicamente possível e que, portanto, a política realista nos obriga a colaborar com o mal menor, e que, se não o fizermos, é porque somos ingênuos, intelectualmente insignificantes ou participantes de iniciativas que, por qualquer motivo, nunca são úteis, pelo menos até atingirem uma certa dimensão e, só então, se tornarem dignas de menção e proteção.

Há muitas experiências que são fruto de colaborações entre o público e a comunidade. (10) O Estado não é apenas o Exército, a Polícia ou os ministérios. Existem instituições públicas, ou pelo menos pessoas e equipes dentro delas, que trabalham com comunidades buscando diferentes maneiras de distribuir o poder e incentivar a auto-organização.

É urgente fomentar encontros em todos os lugares onde as pessoas exercem a liberdade de se educarem mutuamente e de se organizarem. Sindicatos, escolas, cooperativas, centros culturais, teatros, museus, associações de pais e professores, grupos musicais, associações de promotores e juízes, paróquias… Em todos esses lugares, as conversas já estão em curso e as pessoas estão explorando maneiras de romper com esse impasse.

Chamamos esse esforço de recivilização de metamorfose antropológica. (11) Graeber e Wengrow apontam que, na sua origem, o processo de civilização levou às qualidades de sabedoria política e apoio mútuo que permitiram às sociedades se organizarem por meio de coalizões voluntárias.

Os ecofeminismos são um caminho político e pedagógico rumo à recivilização. O cerne de sua preocupação é relevante em todas as esferas da sociedade. A fuga cultural da Terra e dos corpos, a coerção do patriarcado e do colonialismo, e a religião civil que implica a sacralidade do dinheiro e do crescimento, constituem um fato social total, no sentido em que Durkheim o formulou em 1895 em As Regras do Método Sociológico. (12)

O trabalho em todas essas áreas é o que acredito constituir um verdadeiro impacto político. É um trabalho meticuloso, no qual é preciso agir quase que de acordo com as oportunidades, às vezes se reorientando com base na contingência. Ao falar de necessidades, vulnerabilidade e vidas concretas, as possibilidades de diálogo são ampliadas e expandidas.

Marina Garcés costuma dizer que o futuro não existe. Que o futuro é a projeção dos presentes que habitamos. Em nossos presentes, as protuberâncias se tornam onipresentes e proeminentes, inchando como um tumor e obstruindo o futuro. Mas existem muitas coisas que existem e que o olhar, moldado pela cultura hegemônica, não consegue ver. Muitas pessoas humildes e revolucionárias, comprometidas com o presente, também criam núcleos de movimentos e comunidades que, por meio da ação ou da inação, obscurecem os futuros distópicos que se avizinham.

Nancy Fraser questiona se podemos conceber um projeto contra-hegemônico e emancipatório de transformação social com amplitude e visão suficientes para unir as lutas e a construção de múltiplos coletivos e movimentos com o objetivo de erradicar o capitalismo canibal. Nada, diz ela, além de tal projeto, poderia nos ajudar. (13)

Notas

1. De acordo com dados do Planetary Health Check 2025.

2. O termo colapso é tomado literalmente dos estudos científicos consultados.

3. A caracterização da cultura do extravio encontra-se desenvolvido em: HERRERO, Yayo (2025). Metamorfosis. Una revolución antropológica. Barcelona: Arcadia.

4. MARGALEF, Ramón (1998). Ecología. Barcelona: Ediciones Omega.

5. BRAND, Ulrich; WISSEN, Markus (2021). Modo de vida imperial: sobre a exploração de seres humanos e da natureza no capitalismo global. São Paulo: Elefante.

6. HERNÁNDEZ, Juan. “El TTIP y la arquitectura de la impunidad”. La Marea, 12-12-2014.

7. GAGO, Verónica; CAVALLERO, Luci (2025). Contra el autoritarismo de la libertad financeira. Buenos Aires: Tinta Limón.

8. KLEIN, Naomi; TAYLOR, Astra. “O fascismo do fim dos tempos – e o refúgio dos bilionários”. IHU, 09-05-2025.

9. SALLEH, Ariel (2005). “Moving to an Embodied Materialism”. Capitalism Nature Socialism. 2005 16(2), 9-14, Sidney.

10. Em março de 2026, o Foro de Transiciones publicou um relatório que vai nesta linha.

11. Para aprofundar esta reflexão, remeto ao meu livro Metamorfosis. Una revolución antropológica.

12. DURKHEIM, Emile (2014). As regras do método sociológico. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes.

13. FRASER, Nancy (2024). Capitalismo canibal: como nosso sistema está devorando a nossa democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito disso. São Paulo: Autonomia Literária.

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