24 Março 2026
"A chave para viver de forma socialmente justa e ecologicamente sustentável é simples: emular a arte ancestral dos povos indígenas, que consiste em viver em harmonia e reciprocidade entre todos os povos e com a Mãe Terra". A reflexão é de Esther Oliver, bióloga e educadora ambiental, em artigo publicado por Rebelión, 23-03-2026. A tradução é do Cepat.
Eis o artigo.
“Precisamos aprender a viver juntos como irmãos ou pereceremos juntos como tolos” (Martin Luther King Jr.)
A chave para viver de forma socialmente justa e ecologicamente sustentável é simples: emular a arte ancestral dos povos indígenas, que consiste em viver em harmonia e reciprocidade entre todos os povos e com a Mãe Terra. Quanto mais nos aproximamos do colapso da civilização termoindustrial, mais fácil se torna ansiar por uma desconexão voluntária do sistema e pela construção de um novo modelo civilizacional que, nas palavras de Moira Millán, “gere uma revolução do pensamento, transforme nossos valores e nossa maneira de conceber a vida”. Cada crise é uma nova oportunidade para renascer, para mudar nosso modo de vida. O que precisamos para isso?
Uma mudança de paradigma
Temos uma necessidade urgente de apagar os mitos do antropocentrismo de nossas mentes e retornar às nossas raízes ecocêntricas. Primeiramente, precisamos desvendar os mitos que proliferam em nossas mentes:
Não existem limites para a espécie humana?
O filósofo e ativista Jorge Riechmann, ao expor os mitos nos quais o capitalismo se baseia, afirma em seu livro Simbioética que estamos enfrentando uma “crise civilizacional iminentemente ética, caracterizada por uma situação de excessos”. Fomos convencidos de que podemos fazer qualquer coisa, que não temos limites. No entanto, o autor nos lembra que os humanos nada mais são do que “holobiontes em um planeta simbiótico”.
Lynn Margulis foi a primeira a usar o termo “holobionte” há cerca de 30 anos, referindo-se à entidade formada pela associação de diferentes espécies, que funcionam em uníssono. Dada a porcentagem de material genético microbiano presente em nossos corpos, se o genoma fosse o critério para a classificação taxonômica, os humanos estariam no reino Monera, junto com as bactérias, e não no reino Animal. Somos apenas mais uma espécie, ecologicamente interdependente e altamente vulnerável.
Retomando por um instante Riechmann, ele nos insta a assumir o lugar de direito no planeta, a aceitar a existência de limites biofísicos e a admitir que o capitalismo (que exige energia e recursos ilimitados) é insustentável. Ele reconhece que isso não será fácil, pois, além da reflexão ética e política, é necessária uma mudança cultural radical. Embora “as transições graduais e ordenadas que poderiam ter sido empreendidas na década de 1970 já não sejam possíveis”, ele nos encoraja, por meio de seus escritos e de seu exemplo, a não abandonar a luta ecossocial.
Não há alternativa à cultura da dominação?
Apesar do que disse Margaret Thatcher, nestes tempos turbulentos de ameaça global de guerra, Álvarez Cantalapiedra nos convida a renunciar à cultura da dominação para construir uma paz que nos leve a agir com consciência global. Este autor enfatiza que os problemas atuais são planetários, não conhecem fronteiras e, embora de maneiras diferentes, afetam todas as pessoas e organismos vivos. Ele alerta que a paz ambiental está em desacordo com o estilo de vida do Norte Global, imposto pelo capitalismo, que mantém modelos de crescimento neocoloniais e de exploração de recursos que causam a crise ecossocial.
Irene Comins, por sua vez, defende a substituição do paradigma da dominação pelo paradigma do cuidado. Ela fala da urgência de uma nova ética do cuidado com valores neutros em relação ao gênero. Ela afirma que essa ética “deve e pode ser universalizada para além dos papéis de gênero, como um valor humano”. Ela contrapõe a autoconsciência isolada do pensamento ocidental antropocêntrico a uma necessária autoconsciência ampliada que leve em conta nossa íntima interconexão com a biosfera. Ao mesmo tempo, devemos substituir essa visão mecanicista e reducionista da natureza por uma visão organicista, na qual deixemos de ver o meio ambiente como um recurso econômico e passemos a considerá-lo como o fundamento que sustenta a vida.
Será que somos movidos apenas pelo egoísmo e pela competição?
Pablo Servigne e Gauthier Chapelle, contestando o mito da lei do mais forte, escreveram o livro L'entraide: L'autre loi de lá jungle (A ajuda mútua. A outra lei da selva). Mais tarde, Servigne explicou como o liberalismo distorceu as palavras de Darwin para seus próprios fins: ele não disse que a vantagem estava com os mais fortes, mas com os mais aptos; ou seja, a chave para a sobrevivência não está na força, mas na capacidade de adaptação.
Durante séculos, fomos levados a acreditar que a competição é a única lei do mundo dos seres vivos e que ela é benéfica para toda a sociedade. No entanto, o que não nos disseram é que o individualismo é um luxo, exclusivo da nossa era de excessiva riqueza, graças aos combustíveis fósseis. Esse luxo nos deu uma falsa sensação de independência, muito perigosa para a sobrevivência de uma sociedade. Tampouco se trata de negar a existência da competição na biosfera; o problema é institucionalizá-la e fundamentar as relações sociais nela. Podemos tolerar a competição por um curto período de tempo, e ela nos ajuda a progredir. Contudo, a longo prazo, ela é tóxica.
Devemos olhar para a natureza, onde existe um equilíbrio entre egoísmo e altruísmo. Em cada ecossistema, quanto mais rico o ambiente, mais o individualismo se desenvolve, mas quanto mais hostil o ambiente, mais a cooperação se dissemina. Essa dualidade também existe nos seres humanos. No entanto, convém à cultura capitalista dominante que nos esqueçamos de que somos seres racionais e emocionais, com uma tendência ao apoio mútuo ou ao individualismo, dependendo das condições que nos rodeiam. Está em nossas mãos cultivar um ou outro.
Servigne alertou que o problema não é a escassez de recursos e energia em si (temos experiência nesse campo), mas chegar a essa escassez com uma cultura do egoísmo.
Da mesma forma, Darwin e Kropotkin alertaram que as espécies com maior chance de sobrevivência são aquelas que sabem encontrar a chave na solidariedade, as mais cooperativas. Os demais seres vivos nos mostram o caminho através de seu exemplo.
Uma vida em simbiose
Em Planeta simbiótico. Um novo olhar para a evolução (Dantes, 2024), Lynn Margulis discute as relações de interdependência entre organismos de diferentes espécies. Ela enfatiza que a simbiose não é um fenômeno marginal ou raro, mas natural e comum, podendo ser encontrado em todos os lugares e de vital importância nos ecossistemas. Além de explicar a simbiogênese que a tornou famosa, ela destaca vários exemplos clássicos de organismos simbióticos. À medida que os avanços científicos continuam a revelar maravilhas, apresentaremos algumas das descobertas mais recentes:
Os laços entre as espécies variam de comportamentos colaborativos ocasionais à endossimbiose (cooperação irreversível na qual um organismo passa a viver dentro de outro). Encontramos apoio mútuo entre orcas e golfinhos, que foram observados nadando juntos na costa oeste do Canadá. A orca poderia comer o golfinho, mas prefere segui-lo quando este está localizando cardumes de salmão. As orcas trazem o alimento à superfície e o despedaçam para compartilhar com os seus, enquanto os golfinhos aproveitam as sobras. Uma colaboração mais estreita ocorre em águas profundas entre uma anêmona e um caranguejo, a profundidades de 200 a 500 metros ao largo da costa do Pacífico, perto do Japão. A anêmona secreta carcinoecium, expandindo e reforçando a carapaça do caranguejo, tornando-o maior do que seus parentes. Em troca, ela se alimenta dos excrementos do caranguejo.
Um tipo de percevejo e um fungo foram um passo além. Nas patas de fêmeas de percevejos sexualmente maduras, foi observada uma estrutura que funciona como um órgão simbiótico, dentro do qual vive um fungo. Esse fungo reveste os ovos do inseto, criando uma espécie de manta que protege os embriões de ataques de vespas. Finalmente, mencionamos um estudo recente sobre a endossimbiose de uma bactéria que vive dentro das células de um inseto hemíptero. Essa bactéria perdeu a maior parte de seus genes ao longo das centenas de milhões de anos em que evoluiu (assim como os microrganismos que deram origem às mitocôndrias). Atualmente, possui o menor genoma identificado, o que lhe permite fornecer ao seu hospedeiro apenas um aminoácido (fenilalanina), que o inseto utiliza para construir seu exoesqueleto. Estes são apenas quatro exemplos dos inúmeros outros que já conhecemos.
Qualquer pessoa que estude a biosfera verá que a ajuda mútua não é anedótica, mas uma força motriz evolutiva. No entanto, parece que os humanos não estão verdadeiramente cientes do que está em jogo, o que pode levar à ruptura dos laços entre nós e com outras espécies. Estando no topo da cadeia alimentar, não somos essenciais para a manutenção da vida. A Mãe Natureza e o resto das espécies não precisam de nós. Somos absolutamente dispensáveis. Portanto, apoiar-nos mutuamente deve ser o nosso principal objetivo se quisermos sobreviver como espécie.
Como disse Margulis, “por mais que nos preocupemos com a nossa própria espécie, a vida é um sistema muito maior. É uma interdependência incrível e complexa de matéria e energia entre milhões de espécies fora (e dentro) da nossa própria pele… Sem ‘os outros’, não sobreviveríamos”.
Uma cultura de ajuda mútua
Pablo Servigne, em seu livro mais recente, Le réseau des tempêtes. Manifeste pour une entraide populaire (A rede das tempestades. Um manifesto para uma ajuda mútua popular), destaca um estudo sobre os efeitos de uma onda de calor em Chicago, em 1995, na qual morreram cerca de 700 pessoas vulneráveis. No bairro North Lawndale, o isolamento social era extremo, portanto, nenhuma mobilização coletiva foi acionada durante a crise. No entanto, em South Lawndale, havia um tecido social denso e eles não tiveram dificuldade em improvisar uma rede de vigilância, o que salvou muitas vidas. Qual foi a diferença? Uma infraestrutura invisível (que o autor chama de rede de tempestade) baseada em empatia, confiança e reciprocidade... que mobiliza pessoas espontaneamente e desempenha um papel vital em tempos de crise. Vamos resumir os pontos-chave identificados pelo colapsólogo:
A questão central reside no reconhecimento de que o principal obstáculo está em nossa cultura moderna, não em nossa natureza, já que os seres humanos são seres hipersociais. Não precisamos lutar contra nossos genes, mas contra os falsos mitos que foram incutidos em nossos cérebros. Portanto, é possível passar de uma cultura individualista para uma cultura baseada na ação coletiva, cuja principal força motriz é a ajuda mútua. É tão simples quanto se preparar para a adversidade construindo um tecido social. Servigne defende que todos reajam juntos, sem esperar que o sistema nos salve.
O capital social desempenha um papel fundamental na resiliência das comunidades. No final, a qualidade dos laços sociais é mais importante em momentos de crise do que fatores físicos, materiais ou financeiros. Independentemente do tipo de catástrofe, a resiliência comunitária é o que determinará sua capacidade de resistir, adaptar-se e reconstruir-se posteriormente, de acordo com Daniel P. Aldrich, professor de ciência política que sobreviveu com sua família ao furacão Katrina.
Além de explorar os detalhes dos diferentes tipos de laços – densos, frouxos, baseados em afinidades, na proximidade – e as medidas para fortalecer o tecido social – com base no grau de confiança –, ele oferece conselhos sobre a tarefa a ser empreendida tanto no nível pessoal – passar de vítima passiva a ativista – como no nível coletivo: iniciar ou participar de um pequeno grupo com relações sólidas, que acolhe, que toma decisões democraticamente e trabalha em colaboração com outros grupos...
Num mundo onde as catástrofes se multiplicam, um imaginário pacífico é uma ferramenta para a sobrevivência em massa. Embora as mudanças culturais sejam lentas e demoradas, a transformação pode começar aqui e agora, através do nosso exemplo ou das histórias que partilhamos. Uma atitude cooperativa torna-se contagiosa e os hábitos podem, eventualmente, estabelecer uma narrativa comum. Outros povos construíram a sua unidade em paradigmas diferentes dos nossos (maximizar a paz, a reciprocidade ou a responsabilidade coletiva). Ainda assim, podemos inspirar-nos neles para reinventar o nosso próprio imaginário.
A liderança dos povos indígenas
No início da COP30, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a uma transição justa que implica que os “povos indígenas liderem o caminho”. Insistiu que “seus conhecimentos e sua plena participação devem iluminar o caminho para um planeta habitável”.
Nesse sentido, a ativista mapuche Moira Millán, em seu livro Terricídio. Sabedoria ancestral para um mundo alternativa (Mandaçaia, 2025), apresenta o terricídio como todas as formas pelas quais o sistema capitalista ataca a vida: não apenas os genocídios, os feminicídios ou o ecocídio, mas também algo menos frequentemente mencionado, o epistemicídio. Ao tentar apagar outras cosmovisões ancestrais, pretendem nos fazer acreditar que existe apenas uma cultura, uma única maneira de entender e interpretar o mundo.
Millán explica como os Estados temem que o modo de pensar dos povos indígenas invada o restante de sua compreensão e esperança. Seu sistema de valores propõe uma relação de equidade e reciprocidade entre os povos que coabitam um território. Por exemplo, a Argentina ocupa um espaço arrancado de cerca de quarenta nações indígenas que viveram ali em harmonia por milhares de anos, desde antes da formação dos Estados. Apesar de falarem línguas diferentes, eles se entendiam e chegavam a acordos sem a necessidade de fronteiras ou linhas de demarcação.
Povos nômades, como os mapuches, nunca se organizaram em Estados. Sempre praticaram um modelo de democracia direta e participativa. O sistema de classes piramidal e a ideia de ter um líder chegaram a eles com a colonização. Hoje, a lógica dos Estados-Nação e, pior ainda, da corpocracia (governo das empresas, normalizado no Ocidente) lhes parece estranha e perversa.
A descolonização implicaria libertar-nos não apenas das cercas de arame farpado que cercam os territórios, mas também das cercas das nossas mentes e consciências, propõe Millán.
Ao longo de várias décadas, eles vêm difundindo essa arte de habitar o planeta, com vistas a estabelecer um novo modo de vida, uma alternativa civilizacional nascida do consenso do Bem-Viver como um direito. Esse modelo seria anticapitalista, antipatriarcal, anticolonial, restaurando a nossa conexão com a Terra, promovendo a soberania alimentar e nos reinventando rumo a uma nova ontologia orientada para o cuidado mútuo.
Os povos indígenas sabem que um mundo melhor, milenar, já foi possível, e juntos podemos reconquistá-lo. Eles lutam há séculos contra o terricídio, e agora muitos de nós, inclusive aqueles do Norte Global, nos unimos à sua luta. Talvez Murray Bookchin estivesse certo quando escreveu em The Ecology of Freedom: The Emergence and Dissolution of Hierarchy (Ecologia da liberdade) que a devastação ambiental, econômica e política começou no momento em que as sociedades humanas começaram a se organizar hierarquicamente, e que o pesadelo continuará até que a hierarquia se dissolva e os seres humanos desenvolvam estruturas sociais mais sustentáveis e igualitárias. Algo para se refletir.
Referências bibliográficas
Álvarez Cantalapiedra, S. (2024) Papeles de relaciones ecosociales y cambio global 165. pp.5-12.
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Arias, A. (2023) "Holobiontes en un planeta simbiótico". 151515
Bookchin, M. (2022) Ecología de la libertad. Ed. Capitán Swing
Caballero, A. (2025) Guterres pide que la cumbre de Belém sea un "punto de inflexión": la inacción climática es "una negligencia mortal". RTVE
Comins, I. (2024) "Ética del cuidado de la Tierra". Papeles de relaciones ecosociales y cambio global 165. pp.13-22.
Fortune, S. et al. (2025) "Orcas team up dolphins to hunt salmon, study finds: Cooperative foraging between dolphins and fish-eating killer whales". Nature.
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Margulis, L. (2024) Planeta simbiótico. Um novo olhar para a evolução. Rio de Janeiro: Dantes.
Michalik, A. et al (2026) "Convergent extreme reductive evolution in ancient planthopper symbioses". (Publicado en NewScientist) "Microbe with the smallest genome yet pushes the boundaries of life" by Buehler, J.
Millán, M. (2025) Terricídio. Sabedoria ancestral para um mundo alternativa. São Paulo: Mandaçaia.
Oliver, E. (2021) Reseña de " L’entraide. L’autre loi de la jungle ". 151515
Riechmann, J. (2026) "Mis dos juicios penales por protestas climáticas". Rebelión climática.
Sánchez Contreras, J. (2025) Despojos racistas. Hacia un ecologismo anticolonial. Ed. Anagrama.
Servigne, P. (2025) Le réseau des tempêtes. Ed. Les liens qui libèrent.
Stoktad, E. (2025) "These stinkbugs coat their eggs in fungi to protect them from parasitic wasps" Nature.
Yoshikawa, A. et al. (2025) "Mutualism on the deep-sea floor: a novel shell-forming sea anemone in symbiosis with a hermit crab". Royal Society.
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