Irã desafia Trump e elege Mujtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como seu novo líder supremo

Foto: Anadolu Ajansi

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09 Março 2026

A Assembleia de Peritos do Irã, composta por 88 clérigos, decidiu escolher o filho do líder supremo assassinado em um ataque conjunto israelense-americano no sábado, 28 de fevereiro, como o novo líder político e espiritual do país.

A reportagem é de Alberto Órfão, publicada por El Diario, 08-03-2026.

A Assembleia de Peritos do Irã elegeu, por ampla maioria, Mukhta Khamenei (1969), o segundo filho do falecido Ali Khamenei, como seu novo Líder Supremo. O Líder Supremo da Revolução Islâmica, considerado a mais alta autoridade política e religiosa da República Islâmica do Irã, supervisiona as forças armadas, o judiciário, a televisão estatal e outras instituições governamentais importantes.

O anúncio foi divulgado na manhã de segunda-feira na Praça Vanak, em Teerã, de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, após a decisão tomada pela Assembleia de Peritos.

Desde o triunfo da revolução no Irã e sua cooptação pelos aiatolás, o Irã teve apenas dois líderes supremos: Ruhollah Khomeini (1979-1989) e Ali Khamenei (1989-2026), até o assassinato deste último em um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

A televisão estatal iraniana confirmou a decisão na noite passada, depois que seu nome já havia sido apresentado como um dos candidatos ao cargo, apesar de ele nunca ter feito parte das instituições do país.

A poderosa Guarda Revolucionária do Irã responde apenas ao líder supremo do país, o que torna Mojtaba Khamenei o principal responsável pela estratégia de guerra daqui para frente.

Minutos depois, a Guarda Revolucionária anunciou sua lealdade ao novo líder supremo em um comunicado: “A Guarda, como um poderoso soldado e braço do líder supremo, está preparada para seguir as ordens do Líder Supremo Mokhtaba Khamenei, ao mesmo tempo que apoia a eleição da Assembleia.”

Da mesma forma, o diretor da polícia iraniana também anunciou sua obediência ao novo líder supremo em outra declaração.

Seu perfil, considerado radical por analistas, envia um sinal forte de que, por ora, a República Islâmica do Irã não tem intenção de mudar de rumo no momento mais turbulento de seus 48 anos de história.

A eleição de Mujtaba Khamenei é um sinal forte, ainda que previsível, de que o establishment político iraniano não busca um acordo com os Estados Unidos. Trump chegou ao ponto de afirmar, nos últimos dias, que o pior cenário possível seria o sucessor de Khamenei ser "tão ruim quanto o anterior".

De fato, neste mesmo domingo, ele garantiu que o novo líder supremo "não vai durar muito" se não tiver sua aprovação, em entrevista à rede de televisão americana ABC.

Após o anúncio, a milícia libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irã, compartilhou um retrato de Mokhtaba Khamenei em seu canal no Telegram acompanhado do texto "Líder da abençoada revolução islâmica".

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