EUA: o Senado não consegue impedir a guerra de Trump contra o Irã, enquanto o conflito no Oriente Médio se agrava

Foto: Engin Akyurt/Pexels

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05 Março 2026

Na quarta-feira, os republicanos no Senado rejeitaram um projeto de lei para interromper a guerra de Donald Trump contra o Irã, demonstrando o controle contínuo da Casa Branca sobre a câmara alta.

A reportagem é de Andrés Gil, publicada por El Diario, 04-03-2026.

A resolução, que foi rejeitada por 47 votos a 53, exigia aprovação do Congresso para qualquer ataque, de acordo com a Constituição dos EUA, que confere ao Legislativo o poder de declarar guerra. A votação refletiu de forma justa a divisão entre republicanos e democratas, embora o senador republicano Rand Paul (Kentucky) tenha votado a favor e o democrata John Fetterman (Pensilvânia) tenha votado contra.

Um projeto de lei semelhante está sendo votado nesta quinta-feira de manhã na Câmara dos Representantes, onde os republicanos também detêm a maioria.

Entretanto, a guerra continua sua escalada. Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano em águas internacionais com aproximadamente 180 pessoas a bordo, confirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quarta-feira. O Crescente Vermelho, principal organização de ajuda humanitária do Irã, afirmou que o número de mortos subiu para 787 desde o início dos ataques americanos e israelenses.

Israel, por sua vez, além de atacar Teerã, atingiu o Hezbollah no Líbano na quarta-feira, enquanto o Irã disparou contra o Bahrein, o Kuwait e Israel.

Com a escalada do conflito, a Turquia afirmou que as defesas da OTAN interceptaram um míssil balístico lançado do Irã antes que ele entrasse no espaço aéreo turco.

Nesse contexto, o secretário de Defesa assegurou que mais tropas chegarão ao Oriente Médio, onde já há 50 mil soldados americanos, e acrescentou que os Estados Unidos “levarão todo o tempo necessário para garantir o sucesso”. Hegseth também afirmou que a guerra pode durar oito semanas, um prazo maior do que o anunciado dias antes pelo governo Trump. O secretário de Defesa reconheceu ainda que o Irã continua capaz de realizar ataques com mísseis, enquanto os Estados Unidos tentam controlar o espaço aéreo do país.

Membros das Forças Armadas dos EUA “continuam em perigo, e devemos estar cientes de que o risco permanece alto”, disse o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, na mesma coletiva de imprensa. Seis militares americanos foram mortos no fim de semana em um ataque com drone no Kuwait.

Trump também não descartou o envio de tropas terrestres americanas. Ele afirmou que espera encerrar a campanha de bombardeios em algumas semanas, mas seus objetivos para a guerra mudaram, passando da mudança de regime para impedir que o Irã desenvolva capacidade nuclear e paralisar sua marinha e seus programas de mísseis.

Enquanto isso, no Irã, a liderança do país delibera sobre um sucessor para o aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo morto no sábado na ofensiva israelense-americana. Seu filho, Mukhta Khamenei, é um forte candidato, segundo o New York Times. O ministro da Defesa de Israel prometeu que, se o próximo líder supremo seguir a ideologia do aiatolá Khamenei, ele se tornará "um alvo inequívoco para eliminação".

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