Os lefebvrianos mantêm a ameaça de consagrar bispos, apesar dos avisos de Roma

Foto: La Stampa

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20 Fevereiro 2026

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X responde ao Cardeal Fernández, agradecendo-lhe a sua disponibilidade para o diálogo, mas declarando-o impossível, pois Roma não revogará o Concílio Vaticano II, lamentando a ameaça de excomunhão e salientando que "o único ponto em que podemos concordar é a caridade para com as almas e para com a Igreja".

A informação é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 19-02-2026.

Não há possibilidade de acordo entre Roma e os lefebvrianos. Entre outros motivos, isso se deve ao fato de que a única possibilidade de diálogo e acordo implicaria a revogação do Concílio Vaticano II. Essa é a principal conclusão da "resposta" enviada pelo Conselho Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X à proposta apresentada pelo prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, Víctor Manuel Fernández, para tentar evitar o cisma que seria causado pelas consagrações anunciadas pelos tradicionalistas e agendadas para 1º de julho. Essas ordenações, até hoje, permanecem confirmadas.

De fato, em sua resposta, o Padre Pagliarani afirma que "não posso aceitar, por honestidade intelectual e fidelidade sacerdotal diante de Deus e das almas, a perspectiva e os objetivos em nome dos quais o Dicastério propõe retomar o diálogo na situação atual; nem, além disso, o adiamento da data de 1º de julho". Ao mesmo tempo, reconhece que "já que não conseguimos chegar a um acordo sobre doutrina, parece-me que o único ponto em que podemos concordar é o da caridade para com as almas e para com a Igreja".

"A mão estendida para o diálogo aberto é infelizmente acompanhada por outra mão já pronta para impor sanções. Fala-se de uma ruptura na comunhão, de um cisma e de 'graves consequências'. Além disso, essa ameaça agora é pública, o que cria uma pressão dificilmente compatível com um desejo genuíno de intercâmbios fraternos e diálogo construtivo", observa o líder lefebvriano.

"A Fraternidade pede apenas que lhe seja permitido continuar fazendo o mesmo bem às almas às quais administra os santos sacramentos. Não pede nada mais, nenhum privilégio, nem mesmo a regularização canônica, que, no atual estado das coisas, é impraticável devido às diferenças doutrinais", insistem os lefebvrianos em sua carta, na qual enfatizam que "não podem abandonar as almas". De fato, "a necessidade de consagrações é uma necessidade concreta e de curto prazo para a sobrevivência da Tradição, a serviço da Santa Igreja Católica". Em outras palavras: as ordenações episcopais inválidas continuam.

Tudo isso apesar do reconhecimento de Pagliarani de que "nenhum de nós deseja reabrir feridas" e de seu apelo por "escuta e compreensão de situações particulares, complexas e excepcionais, fora do quadro ordinário". "Eles também desejaram que a lei fosse sempre usada de maneira pastoral, flexível e razoável, sem tentar resolver tudo com automatismos jurídicos e esquemas preestabelecidos", lamenta o Superior Geral, que novamente pede à Santa Sé compreensão, especialmente considerando "o tempo que nos separa do dia 1º de julho".

Quanto à "discussão doutrinal", solicitada pela própria Fraternidade há anos, embora "sem a pressão ou ameaça de possível excomunhão que tornaria o diálogo um tanto menos livre, o que, infelizmente, acontece hoje", esta é mais uma desculpa para evitar tal diálogo, juntamente com o fato (objetivo) de que Roma não renunciará ao Concílio.

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