Confiança em Deus e esperança da salvação. Artigo de Robson Ribeiro

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24 Janeiro 2026

"A esperança cristã, afirmou, não é ingênua nem evasiva, mas uma força que sustenta a vida cotidiana, inspira escolhas éticas e mantém viva a certeza de que Deus conduz a história à plenitude", escreve Robson Ribeiro, teólogo, filósofo e professor. É formado em História, Filosofia e Teologia, áreas nas quais trabalha como professor em Juiz de Fora (MG).

Eis o artigo.

Na Audiência Geral realizada em 21 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV conduziu os fiéis a uma profunda reflexão sobre o coração da fé cristã: a confiança total em Deus e a certeza da salvação oferecida em Jesus Cristo. Em um contexto marcado por inseguranças, crises e fragilidades humanas, o Santo Padre recordou que a fé não nasce do medo, mas da experiência viva de um Deus que se aproxima e caminha com o seu povo.

Na catequese, Papa Leão acrescenta que somos conduzidos a renovar uma certeza fundamental da fé cristã: Deus é digno de toda a nossa confiança. Ele não se apresenta como uma ideia distante ou um princípio abstrato, mas como Pai que se aproxima, que chama pelo nome e que caminha conosco na história. Em Jesus Cristo, Deus se faz próximo, acessível e fiel, revelando que a nossa vida não está entregue ao acaso, mas sustentada por um amor que não falha.

O Papa destacou que Deus não se revela como uma força distante ou indiferente, mas como Pai amoroso, que entra na história humana e assume nossas dores e esperanças. Em Jesus Cristo, Deus se faz próximo, mostrando que a vida humana não está abandonada ao acaso, mas sustentada por um projeto de amor e redenção. Essa certeza, afirmou o Pontífice, é o fundamento da verdadeira esperança cristã.

A salvação, recorda-nos a fé da Igreja, não é fruto do mérito humano, nem resultado exclusivo do esforço individual. Ela nasce da iniciativa amorosa de Deus, que vem ao nosso encontro mesmo quando somos frágeis, inseguros ou feridos. Em Cristo, Deus nos oferece não apenas consolo momentâneo, mas um sentido definitivo para a existência, capaz de atravessar a dor, o sofrimento e até mesmo a morte.

O Papa Leão XIV ressaltou ainda que confiar em Deus não significa negar as dificuldades da vida, mas enfrentá-las com a certeza de que o Senhor permanece presente, inclusive nos momentos de dor. A cruz, longe de ser sinal de abandono, torna-se expressão máxima de um amor que salva e transforma. Nela, Deus revela que a salvação acontece no interior da história, iluminando a realidade humana por dentro.

Essa confiança gera uma fé madura, que não se apoia no medo, mas na certeza de que somos amados e guardados por Deus. Mesmo em meio às incertezas do mundo, somos chamados a viver com o coração firme, sustentados pela esperança da vida nova que nos é prometida. A salvação cristã não é fuga do presente, mas força para viver o hoje com sentido, coragem e fidelidade.

Assim, a catequese nos convida a renovar nossa adesão a Cristo, a depositar n’Ele nossa vida, nossas angústias e nossos projetos, certos de que Deus conduz a história para a plenitude. Quem confia no Senhor jamais caminha sozinho, pois a salvação já começou e se cumpre na esperança que não decepciona.

Encerrando a catequese, o Pontífice convidou os fiéis a renovarem sua confiança em Deus, especialmente em tempos de incerteza. A esperança cristã, afirmou, não é ingênua nem evasiva, mas uma força que sustenta a vida cotidiana, inspira escolhas éticas e mantém viva a certeza de que Deus conduz a história à plenitude. Quem confia no Senhor caminha com esperança, porque sabe que a salvação já está em curso e se cumpre na fidelidade de Deus.

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