09 Janeiro 2026
Para responder aos mais de 15 milhões de pessoas que as sondagens identificam como “sofrendo de ansiedade diária em relação às suas finanças”, a organização Cristãos Contra a Pobreza (Christians Against Poverty [CAP], no original em língua inglesa), anunciou esta quarta-feira, 7 de janeiro, ter decidido lançar uma campanha intitulada “Quebre a Tristeza das Dívidas” envolvendo parcerias com igrejas em todo o país.
A informação é publicada por 7 Margens, 07-01-2026.
De acordo com Stewart McCulloch, diretor executivo da organização, citado pelo Church Times, o “período pós-Natal muitas vezes aumenta ainda mais a pressão” e a desorientação das pessoas e das famílias sobre como pagar as prestações de dívidas contraídas. Com o objetivo de “desmistificar o processo de procura de ajuda financeira”, a organização lançou na mesma data um “guia de cinco etapas” para apoiar as pessoas que contactam a CAP pela primeira vez.
“A nossa mensagem nesta campanha – sublinhou McCulloch – é simples. Dizemos: ninguém tem de enfrentar esta pressão sozinho. Se precisar de uma solução completa para suas dívidas, ou se apenas precisar de ajuda para conversar e planear um orçamento que realmente funcione, existe ajuda gratuita disponível na Christians Against Poverty.”
A sondagem realizada a 2 mil adultos pela empresa Opinium Research em setembro de 2025 mostrou que “mais de 15 milhões de pessoas no Reino Unido sofriam de ansiedade diária em relação às suas finanças, e o período pós-Natal muitas vezes aumenta ainda mais a pressão”. Este número representa uma ligeira melhoria em relação aos resultados da sondagem que a mesma empresa realizara em dezembro de 2024, que apontava para a existência de 17,1 milhões de pessoas na mesma situação.
A Christians Against Poverty atesta que desde 2010 ajudou mais de 33 mil pessoas a livrarem-se de dívidas bancárias. O apoio da organização não se traduz em apoio monetário (só muito excecionalmente), mas em oferecer “ajuda especializada e gratuita para as pessoas lidarem com as dívidas”, ao mesmo tempo que “as orienta sobre a melhor maneira de desenhar caminhos para superar o endividamento”.
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