Obra de arte com Trump na cruz poderá ser vista a partir de Todos os Santos

Foto: White House/Fotos Públicas

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01 Novembro 2025

Depois de ter sido cancelada, agora vai acontecer: por ocasião da festa de Todos os Santos, Basileia exibirá uma obra de arte que redefine os limites entre santidade e pecado. Saint or Sinner (Santo ou Pecador), de Mason Storm, mostra Donald Trump na cruz.

A informação é publicada por katolisch.de, 31-10-2025. 

Uma obra de arte que retrata o ex-presidente americano, Donald Trump, crucificado será exibida, apesar das críticas persistentes, na cidade suíça de Basileia. A galeria Gleis 4, de Zug, anunciou a decisão nesta sexta-feira. A obra, amplamente debatida internacionalmente, ficará exposta a partir de 1º de novembro por duas semanas, protegida por vidro, na Kunstmeile (Rota da Arte) de Basileia.

A escultura do artista britânico mostra Trump vestindo um macacão laranja de presidiário. Ele está amarrado a uma cruz branca que lembra uma maca de execução usada nos Estados Unidos em injeções letais. Originalmente, a obra seria exibida em setembro, na antiga brasserie da estação ferroviária da cidade. Após forte crítica da Igreja e de setores da sociedade, o plano foi cancelado por motivos de segurança.

Momento escolhido de forma deliberada

Segundo a galeria, a data da nova exposição foi escolhida de propósito. O feriado de Todos os Santos não recorda apenas os oficialmente canonizados, mas todas as pessoas que viveram de forma exemplar. Dentro desse contexto, a obra de Storm propõe de modo radical a pergunta: é possível que alguém seja ao mesmo tempo santo e pecador? “E quem tem o direito de julgar isso?”

Ao deixar a resposta nas mãos do público, o artista coloca o espectador na posição de juiz, salvador e testemunha. “A provocação aqui não é um fim em si mesma, mas um método de esclarecimento”, afirma a galeria na divulgação. Assim, a obra seria “um teste dos nossos próprios padrões morais”.

Enquanto Trump se descreve como um pacificador, mas é acusado de delitos sexuais e falhas morais, a obra, segundo a galeria, “nunca foi tão atual”. Ela força o espectador a tomar uma posição e o confronta com a questão: “Com base em quais critérios julgamos?”

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