Cultivo da erva-mate no Brasil entra na lista da FAO

Foto: Mila/Unsplash

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31 Mai 2025

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) adicionou a produção de erva-mate no Paraná à lista do Patrimônio de Sistemas Agrícolas de Importância Global (Giahs), pelo seu cultivo em sistemas agroflorestais sombreados nas florestas de araucária.

A reportagem é de Edelberto Behs.

O sistema tradicional de plantio, informa Luiza Olmedo, do Portal ONU News, remonta a práticas ancestrais de povos indígenas e comunidades tradicionais do sul do Brasil, que existem há mais de cinco séculos. A FAO entende que as técnicas usadas representam um modelo de significado global no manejo florestal sustentável e continuidade cultural.

O cultivo assim realizado fortalece a biodiversidade, a soberania alimentar e a identidade cultural; ajuda a conservar a floresta de araucária, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Mais de 100 espécies de plantas coexistem com a erva-mate. Produtores conservam árvores frutíferas nativas, plantas medicinais e espécies forrageiras junto ao cultivo da erva.

A erva-mate serve o chimarrão e o mate do gaúcho, o tereré argentino e do paraguaio. A comercialização do produto oferece emprego rural e conecta produtores em cooperativas e mercados solidários.

O Brasil aparece no Giahs da FAO também com a agricultura produzida na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, onde agricultores desenvolvem um sistema denominado “coletores de flores sempre-vivas”, com base no conhecimento dos ciclos naturais, ecossistemas e manejo da flora nativa. A área é considerada a savana mais biodiversa do planeta, que desempenha importante papel na regulação das chuvas na região.

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