Trump escreve às empresas europeias: “Respeitar a ordem contra a diversidade”

Foto: Annie Spratt | Unsplash

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Abril 2025

A nova fronteira do trumpismo é exportar a cruzada antiwoke para a Europa. A tradução é de Luisa Rabolini.

A reportagem é de Francesco Semprin, publicado por La Stampa, 30-03-2025.

O governo americano enviou uma carta às principais empresas do Velho Continente pedindo que respeitem a ordem executiva do presidente que proíbe programas de diversidade, equidade e inclusão. Qualquer violação será sancionada, o que significa que aqueles que não se adequarem correm o risco de perder o acesso às licitações do governo federal. A França montou barricadas e denunciou “uma ingerência inaceitável”. A missiva, relatam o Financial Times e o Les Echos foi enviada pela embaixada dos EUA para as principais empresas europeias, destacando que a ordem executiva de Trump contra as políticas DEI (diversidade, equidade, inclusão) se aplica a todas as empresas fora dos EUA que fornecem produtos e serviços para o governo dos EUA.

“Aqueles que têm contratos com o Departamento de Estado devem certificar que não operam programas que promovam a diversidade, a equidade e a inclusão em violação das leis antidiscriminação aplicáveis e concordar que tal certificação é relevante para a fins de decisão de pagamento do governo e, portanto, sujeita ao False Claim Act”, diz o documento enviado pelas embaixadas dos EUA.

“Se não concordarem em assinar este documento, ficaríamos gratos se nos fornecessem razões detalhadas, que serão encaminhadas ao nosso departamento jurídico”, conclui a missiva. Por enquanto, muitas empresas optaram por não responder à carta, considerando que as primeiras avaliações jurídicas indicam que a extraterritorialidade não se aplica nesse caso.

A onda da nova era trumpista também investe o Mickey Mouse com a Comissão Federal de Comunicações (a autoridade de comunicações dos EUA) abrindo uma investigação sobre a Walt Disney por suas políticas de diversidade, equidade e inclusão que não parecem respeitar as normas governamentais. A gigante do entretenimento tinha decidido resistir às novas disposições de Trump e não alterar suas próprias regulamentações sobre o assunto.

Trump iniciou sua batalha contra as políticas sobre diversidade, equidade e inclusão assim que entrou na Casa Branca, assinando uma série de decretos para aboli-las no governo federal. As grandes empresas estadunidenses, incluindo o Vale do Silício, responderam desmantelando seus programas de inclusão com o objetivo de não atrair as críticas do presidente.

Leia mais