Terras Indígenas na Amazônia e no Cerrado protegem área maior que MT

Foto: Reprodução | Mongabay

Mais Lidos

  • Comando Vermelho banca ida de criminosos à guerra na Ucrânia para treinar com drones de carregar fuzis

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

23 Janeiro 2025

Apesar de múltiplas pressões e ameaças, TIs continuam sendo as maiores barreiras contra desmatamento, e avanço da demarcação é fundamental para promover sua integridade ambiental.

A informação é publicada por ClimaInfo, 23-01-2025.

Não é novidade que as Terras Indígenas (TIs) são verdadeiras barreiras contra a destruição da vegetação nativa e da biodiversidade. E um relatório lançado na 3ª feira (21/1) pelo Instituto Socioambiental (ISA) reforça essa tese.

De acordo com a análise, feita com base em dados do INPE, os territórios indígenas protegem uma área de vegetação nativa maior que o estado de Mato Grosso no Cerrado e na Amazônia. São mais de 105 milhões de hectares preservados nos dois biomas.

O levantamento mostra que as áreas indígenas são responsáveis pela preservação de mais de 97,4 milhões de hectares na Amazônia, o que equivale a 137,2 milhões de campos de futebol. Já no Cerrado, as TIs protegem cerca 8,3 milhões de hectares, ou 11,7 milhões de campos de futebol, detalha O Globo. É uma área equivalente a 12,4% do território nacional e maior que a de Mato Grosso, que possui pouco mais de 90 milhões de hectares.

Apesar da pressão fundiária que o Cerrado tem sofrido nos últimos anos, as TIs tiveram apenas 5,89% da vegetação original desmatadas entre agosto de 2023 a julho de 2024 – período avaliado pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, no qual a análise se baseia. Já o restante da área do bioma perdeu 54,4% de sua vegetação.

Na Amazônia, enquanto a área externa já perdeu mais de 27% da vegetação original entre agosto de 2023 e julho de 2024, nas TIs o desmatamento é de apenas 1,74%. Isso significa que no bioma, os territórios fora de TIs estão cerca de 16 vezes mais desmatadas que dentro delas.

O documento destaca o importante papel do processo demarcatório na proteção da sociobiodiversidade. No Cerrado, TIs com processo de demarcação não concluído estão entre os territórios mais vulneráveis. Exemplos disso são as duas Terras mais desmatadas – Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (MA) e Wedezé (MT) –, que ainda não possuem seu processo demarcatório concluído e esperam 24 anos para verem a assinatura da portaria homologatória.

“O avanço do processo demarcatório é fundamental para promoção da integridade ambiental das Terras Indígenas. Contudo, a delimitação pela Funai e a declaração dos limites pelo Ministro da Justiça são incapazes por si só de frear a ação de ocupantes ilegais nos territórios, fato que só pode ser controlado com a homologação plena da área pelo presidente da República”, explicou Tiago Moreira dos Santos, antropólogo do Programa Povos Indígenas no Brasil, do ISA.

Leia mais