O regime de Daniel Ortega deixará a Nicarágua sem religiosas

Foto: Governo de Nicaragua

Mais Lidos

  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS
  • Fraternidade Sacerdotal São Pio X e o tradicionalismo católico de 1988 até hoje. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

05 Dezembro 2024

  • “Vocês têm até dezembro para deixar o país”, foi o alerta a todas as irmãs que estão na Nicarágua, que serão obrigadas a se refugiar em países onde já estão localizadas suas congregações.

  • Em 29 de novembro, um pesquisador denunciou o exílio do padre Asdrúbal Zeledón Ruiz da diocese de Jinotega.

  • Enquanto isso, chegou a confirmação de que o regime exilou o padre Floriano Ceferino Vargas no Panamá.

O presidente dá um ‘ultimato’ às religiosas para deixarem o país.

A informação é publicada por Aica e reproduzida por Religión Digital, 04-12-2024.

O regime de Daniel Ortega deixará a Nicarágua sem freiras. Os poucos que restaram receberam um ultimato para deixar o país antes do fim do ano, denunciou a advogada e pesquisadora Martha Patricia Molina.

“Nestas semanas, os postos de imigração (fronteira terrestre e aeroporto) verão uma grande presença de freiras, porque a ditadura lhes deu o ultimato: 'Vocês têm até dezembro para deixar o país'”, denunciou Molina em sua conta X.

O ultimato é para “todos” os religiosos que estão na Nicarágua, que se refugiarão nos países onde já estão localizadas as suas congregações, que geralmente são nações latino-americanas.

“As freiras tiveram suas organizações sem fins lucrativos canceladas. A maioria delas já deixou o país. Suas propriedades serão todas confiscadas”, denunciou Molina.

Três padres impedidos de entrar no país

Na última sexta-feira, 29 de novembro, o pesquisador e autor da série de reportagens “Nicarágua: uma Igreja perseguida?” também denunciou o exílio do padre Asdrúbal Zeledón Ruiz da diocese de Jinotega.

Um dia antes de ser confirmado o exílio daquele clérigo, Molina revelou que a ditadura proibiu outro padre nicaraguense de entrar no país. Durante o mês houve três pessoas afetadas nesse sentido.

Entretanto, chegou a confirmação de que o regime exilou o padre Floriano Ceferino Vargas no Panamá. O sacerdote foi sequestrado por agentes do regime no domingo passado, depois de uma missa celebrada na igreja de San Martín, em Nova Guiné, na diocese de Bluefields. A fonte, neste caso, é o líder camponês Merdardo Mairena, que foi informado disso por alguns concidadãos. Estas eleições confirmam a orientação recente do regime, ou seja, não deter por muito tempo, mas expulsar do país os padres presos de forma completamente arbitrária.

Segundo as contas do investigador, desde abril de 2018, mais de 250 religiosos foram expulsos, banidos ou forçados ao exílio através de um bloqueio migratório.

Leia mais