Com nova meta climática, Brasil chega à COP29 tentando evitar pendências para a COP30

Foto: Carlos Sueli | Flickr

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Novembro 2024

Sem Lula, a delegação brasileira na COP29 será encabeçada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, ele que também é cotado para a presidência da COP30 em 2025.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 11-11-2024.

O Brasil chega à COP29 em compasso de espera para a próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para acontecer daqui a um ano em Belém (PA). Além de destacar a preparação do país para sediar sua primeira conferência climática global, os representantes brasileiros também têm a preocupação de evitar que possíveis pendências das negociações em Baku possam dificultar o trabalho da presidência do país na próxima COP.

No entanto, o time brasileiro começa a COP29 com um desfalque importante – o presidente Lula, que não irá à Baku para a cúpula de chefes de estado e de governo da conferência. O representante máximo do Brasil no Azerbaijão será o vice-presidente Geraldo Alckmin, que chegou ao país nesta 2a feira (11/11), segundo noticiou a CNN Brasil.

Caberá a Alckmin apresentar a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil para o Acordo de Paris, antecipada pelo Palácio do Planalto de forma sorrateira na última 6a feira (8). A tarefa pode ser também uma “entrevista de emprego”, por assim dizer: isso porque o vice-presidente é um dos nomes cotados por Lula para a presidência da COP30 no ano que vem.

De acordo com a CNN Brasil, o Palácio do Planalto quer indicar um “nome forte”, com peso ministerial, para o comando da COP de Belém. A possível indicação de Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), também se encaixaria em uma equação política para 2026, já que existe a possibilidade de ele não ser o vice de Lula nas próximas eleições.

A novela política em torno da presidência da COP30 reflete um dos desafios do Brasil na COP29 de Baku: reforçar a confiança internacional no governo brasileiro, fragilizada nos últimos meses por conta da crise causada pelos incêndios e queimadas na Amazônia e no Pantanal e pelo vai-e-vem em torno da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas.

“Considerando que o Brasil se preocupa com ampliar a captação de recursos internacionais para o Fundo Amazônia e mais iniciativas de proteção ambiental, o fogo na Amazônia e no Pantanal pode criar problemas”, argumentou Bruno Hisamoto, especialista do ClimaInfo, ao Estadão.

A posição do Brasil no começo das negociações da COP29 também foi destacada pela Deutsche Welle, Exame e Jovem Pan.

Leia mais