Barcos com ajuda humanitária para população de Gaza acusam Israel de impedir saída

Embarcações da Flotilha da Liberdade no Porto de Istambul (Foto: Flotilha da Liberdade)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Abril 2024

Ao Brasil de Fato, pesquisador diz que grupos armados são herdeiros da repressão de ditaduras apoiadas pelos EUA.

A reportagem é de Leandro Melito, publicada por Brasil de Fato, 25-04-2024. 

Embarcações com 5.500 toneladas de ajuda humanitária para a população palestina na Faixa de Gaza acusam Israel de impedir a saída, que está prevista para esta sexta-feira (26) de Istambul, capital da Turquia.

A ação é coordenada pela Flotilha da Liberdade, coalizão de organizações e ativistas de mais de 30 países que realiza expedições marítimas a Gaza desde 2010 para desafiar o bloqueio israelense e entregar ajuda humanitária à população palestina.

"A Flotilha da Liberdade está pronta para navegar. Toda a documentação necessária foi submetida à autoridade portuária e a carga foi carregada e preparada para a viagem a Gaza. No entanto, hoje recebemos a notícia de um bloqueio administrativo iniciado por Israel na tentativa de impedir a nossa partida", informou a organização por meio de nota na tarde desta quinta-feira (25).

Segundo o comunicado enviado à imprensa, Israel está pressionando a República de Guiné-Bissau para retirar a sua bandeira do navio líder da Flotilha – Akdeniz (Mediterrâneo), o que teria resultado em um pedido de inspeção adicional, por parte da Guiné Bissau, que deve atrasar a partida em "alguns dias".

"Estamos trabalhando diligentemente para superar esta última tentativa. Os nossos navios já passaram por todas as inspeções exigidas e estamos confiantes de que o Akdeniz passará nesta inspeção, desde que não haja interferência política. Esperamos que isso não demore mais do que alguns dias. Israel não quebrará a nossa determinação de chegar ao povo de Gaza", diz o comunicado.

Levantamento da ONU em março, aponta que cerca de metade da população em Gaza (1,1 milhão de pessoas), enfrenta um estágio de "fome catastrófica", a pior categoria da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC). O massacre de Israel contra a população palestina registra mais de 34 mil mortes - sendo 14.500 de crianças - e mais de 77 mil feridos desde 7 de outubro de 2023.

Nesta quinta (25), os requisitos técnicos e de tripulação para dar início à viagem rumo à Gaza foram concluídos e os participantes receberam formação em ação direta não violenta, em caso de abordagem por parte das tropas israelenses no trajeto. “A escolha da via marítima é a que deixa mais evidente as violações e a má vontade política das nações em permitir que de fato a ajuda humanitária chegue”, disse ao Brasil de Fato Thiago Ávilla, ativista brasileiro que participa da missão.

Leia mais