Brasil no divã amazônico: entre a preservação da floresta e a exploração petroleira

Foto: Ricardo Stuckert | PR

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Setembro 2023

Depois de 4 anos como pária, Brasil quer voltar a ser um líder internacional ambiental, mas a sede por petróleo na região amazônica pode atrapalhar.

A informação é publicada por ClimaInfo, 06-09-2023.

O Brasil voltou” foi uma frase repetida diversas vezes pelo presidente Lula e por outros integrantes do governo federal desde o começo do ano. Ela faz sentido: o país passou quatro anos na “casinha do cachorro” da política internacional, prejudicado pela incompetência e pelos preconceitos ideológicos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Depois dessa experiência patética, o Brasil não tinha outra alternativa a não ser “voltar” ao mundo.

Mas o governo Lula se dispôs a ir além. O presidente tem sido claro em sua pretensão de reposicionar o Brasil como uma voz de confiança e proatividade nos esforços internacionais para proteção do meio ambiente e combate à mudança do clima. Mas ficar no discurso verde não basta mais: o governo será cada vez mais cobrado, dentro e fora do país, a mostrar serviço real nesse assunto.

O Valor sintetizou essas cobranças que se acumulam sobre o Brasil. Um dos fatores que atrapalham o reposicionamento do Brasil como líder climático internacional é a novela em torno do projeto da Petrobras para exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Os primeiros desgastes foram sentidos durante a Cúpula da Amazônia, onde Lula foi criticado por ativistas e lideranças internacionais por sua oposição à discussão sobre um veto a novos projetos de produção de combustíveis fósseis na região amazônica.

A defesa da exploração petroleira na Amazônia contrasta com o interesse econômico, dentro e fora do Brasil, em torno das soluções e dos recursos que a floresta pode oferecer para enfrentar a crise climática. A própria expansão do Fundo Amazônia, que conseguiu novos compromissos financeiros de países como Dinamarca, Estados Unidos e Reino Unido, é um exemplo da preocupação desses países em dar condições para que o Brasil e os demais países amazônicos mantenham suas florestas em pé.

“Não há solução única para a Amazônia porque a Amazônia não é única”, destacou Rodrigo Agostinho, presidente do IBAMA, ao Valor. O órgão está no centro da discussão em torno da exploração petroleira na foz do Amazonas desde que rejeitou a licença ambiental ao empreendimento da Petrobras.

Sobre essa atividade, Agostinho contemporizou, mas não deixou de dar seu recado. “Podemos avaliar todas as possibilidades [de atividade econômica]. O que não podemos mais conceber é o desmatamento”.

 

Leia mais