Um milhão de espécies correm risco de extinção

Ararajuba (Guaruba guarouba). (Foto: Derek Ramsey | Wikipédia)

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06 Março 2023

Gorilas e cinco espécies de hipopótamos estão à beira da extinção. O quadro foi destacado pelas Nações Unidas, que comemoraram, em de 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem, sob o tema “Parcerias para a Conservação da Vida Selvagem”. Este ano, o organismo internacional também celebra o 50º aniversário da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites).

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

A Cites assegura graus de proteção a mais de 37 mil espécies de animais e plantas, informa a ONU News. Ainda assim, destacou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, 1 milhão de espécies correm risco de extinção por causa da destruição de habitats, poluição por combustíveis fósseis, desmatamento, caça e crise climática. É preciso acabar “com esta guerra contra a natureza”, disse. 

O Instituto Chico Mendes (ICMBio), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, produziu, em 2018, o “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, onde arrolou dez espécies nessa situação, as ameaças que enfrentam e sua associação com as atividades humanas. 

As dez espécies do Livro Vermelho são: a ararajuba, um pássaro do bioma amazônico; a ariranha e o boto cor de rosa, da bacia amazônica; o cruxiú preto, o macaco-aranha e o mico leão dourado; a onça pintada, o lobo guará, o cervo do Pantanal e a baleia franco-austral

A professora de Biologia e doutora em Gestão do Conhecimento, Juliana Diana, arrola, em análise no Portal Toda Matéria, mais outras espécies que correm risco de extinção no Brasil, entre eles a arara-azul-de-lear, o peixe boi-marinho, o macaco-prego-galego e o soldadinho-do-araripe, uma ave da caatinga. 

A ONU frisou que bilhões de pessoas no mundo são beneficiárias do uso de espécies selvagens para alimentação, energia, medicamentos, recreação, atividades vitais para o ser humano. Guterres lembrou, no entanto, que atividades humanas estão destruindo florestas, terras agrícolas, oceanos, rios, mares e lagos, que antes eram prósperos, e que hoje existem alternativas para evitar tal exploração depredatória.

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