O monarca do Bahrein, no quadro da visita do Papa, poderia conceder a anistia a alguns xiitas presos desde 2011

Hamad bin Isa al-Khalifa (Foto: The White House | Wikimedia Commons)

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04 Novembro 2022

Sabe-se que a monarquia do Reino do Bahrein está nas mãos de famílias sunitas, enquanto a maioria da população do país é xiita. Durante as revoltas sociais e políticas, muitas vezes com implicações religiosas, contra algumas medidas da monarquia, dezenas e dezenas de muçulmanos xiitas foram presos, torturados e presos em 2011.

A reportagem é publicada por Il sismografo, 03-11-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Alguns foram executados sob a acusação mais comum de serem 'terroristas'. Muitos ainda estão em diferentes prisões sem acusações e sem julgamentos. Como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW) confirmaram, são pessoas nas mãos de uma arbitrariedade absoluta e repugnante. Sobre esta questão, nos últimos dias, foram feitos pedidos específicos ao Papa Francisco: dizer uma palavra clara, se possível, visto ser ele uma voz autoritária, moralmente elevada e ouvida.

Com cautela e diplomacia, hoje, em seu primeiro discurso, respeitando a razão de Estado, Francisco colocou alguns desses problemas relativos aos direitos humanos no reino da família governante Al Khalifa.

Muitos esperam um gesto do monarca porque se pensa que ele não poderia ficar indiferente ao Papa e aos pedidos específicos, talvez contidos em algum memorando escrito e entregue pelo Secretário de Estado Card. Pietro Parolin.

A agência argentina Télam divulgou uma informação de seu enviado que ressalta, a partir de uma fonte interna da delegação do Papa: "O rei, por ocasião das visitas de líderes estrangeiros, muitas vezes faz gestos de boa vontade. Portanto, consideramos possível alguma anistia para alguns líderes xiitas presos durante os protestos de 2011".

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