Ucrânia, Unicef: “Um milhão de crianças entre os refugiados, nunca na história aconteceu uma crise assim”

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09 Março 2022

 

Uma crise de refugiados nunca antes vista. É aquela de que são vítimas as crianças ucranianas, que desde o início da guerra foram obrigadas a fugir, às vezes com os pais e às vezes sem, para escapar das bombas. E a última análise foi feita pela UNICEF, com dados que fazem arrepiar: “Um milhão de crianças fugiram da Ucrânia em menos de duas semanas”, escreveu James Elder, porta-voz da Unicef no Twitter. "Uma tenebrosa primeira vez na história." Elder, em entrevista à CNN, ressaltou que se trata de algo inédito: "Nunca havíamos enfrentado uma crise de refugiados dessa velocidade e dessa envergadura". Esta manhã, o ACNUR informou que há mais de dois milhões de refugiados do conflito.

 

A reportagem é publicada por Il Messaggero, 08-03-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Ajuda na Itália

 

Milhares de pessoas estão fugindo da Ucrânia e chegando à Itália pela fronteira norte, no Passo de Fernetti, perto de Trieste, e 40% são crianças. A Save The Children e a Unicef informam que em quatro dias entraram em contato com cerca de 1600 pessoas. Os operadores, em coordenação com as outras organizações presentes, distribuem produtos de primeira necessidade como kits de inverno e de higiene (fraldas, lenços de limpeza, absorventes higiênicos), sensibilizam sobre a prevenção da saúde, disponibilizando também máscaras FFP2 e gel desinfetante, além de comida e água. A presença de mediadores culturais também possibilita dar suporte e lidar com as situações mais difíceis. Os operadores presentes no Passo informaram que, nos últimos quatro dias, acompanharam a entrada de vários ônibus, vans e automóveis, e que o número de pessoas com quem entraram em contato diariamente nas horas diurnas varia de 300 a 600, aos quais se somam os que transitam durante a noite. A grande maioria são mulheres, crianças e idosos e os números estão aumentando dia a dia. As crianças, em particular, representam pelo menos 40% do total. Na última quinta-feira, em um único ônibus, do total de 60 pessoas a bordo, 42 eram menores de idade. Uma menina que chegou no domingo, 6 de março, tinha apenas um mês de vida.

 

Ucrânia, mas não só. Porque além da emergência que envolve aqueles que se viram em contato próximo com a guerra, existem milhões de outras crianças que, devido à pandemia, não voltarão mais à escola. "No Dia Internacional da Mulher, vamos nos empenhar por uma recuperação do Covid-19 centrada nas meninas que ajude a criar um mundo pós-pandemia mais justo e equitativo para elas e um futuro mais luminoso, pacífico e próspero para todos nós". Essas foram as palavras da diretora-geral do UNICEF, Catherine Russell, segundo a qual “em nível global, mais de 11 milhões de meninas poderiam nunca mais voltar à escola após a pandemia”. Para a representante do UNICEF, “não podemos permitir que uma geração de meninas pague o preço desta pandemia pelo resto da vida. Enquanto trabalhamos para uma era pós-pandemia, as meninas devem estar no centro da resposta e do plano de recuperação à pandemia em nível global, nacional e local. Isso significa manter as escolas abertas e permitir que as meninas voltem a estudar e investir em recursos para ajudar as que ficaram para trás a recuperar o atraso; significa reinvestir na saúde e educação das meninas, incluindo sua saúde e seus direitos sexuais e reprodutivos, e melhorar o acesso das meninas a serviços de higiene e saúde menstrual de qualidade; significa proteger as meninas de toda forma de violência, incluindo práticas nocivas como o casamento precoce e a mutilação genital feminina”. De acordo com dados fornecidos pela Unicef, outras 10 milhões de meninas correm o risco de casamentos precoces nos próximos 10 anos.

 

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