O tempo do silêncio

Bombardeio em Kiev. (Foto: Reprodução YouTube)

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25 Fevereiro 2022

 

Quando as bombas fazem barulho e as explosões gritam o ódio, não adianta gritar mais alto, xingar, levantar a voz. Quando a política, o diálogo e a diplomacia cedem o lugar ao estado-maior e à tática militar, as palavras, as declarações tardias e as boas maneiras não param a destruição. Em suma, a guerra é vencida nos decibéis. A paz é uma questão de silêncio.

 

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 24-02-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Para isso, é preciso algo mais profundo e não gritar mais alto. E este é o tempo do silêncio que se torna oração, como as lágrimas e a dor das vítimas. Este é o momento de pensar com os olhos e com a alma. Com os mesmos sentimentos da mãe de Kiev que olha para o seu próprio filho de poucos meses.

 

Com o timing do Espírito, o Papa Francisco invocou o jejum: "E agora eu gostaria de apelar a todos, crentes e não crentes. Jesus nos ensinou que a insensatez diabólica da violência é respondida com as armas de Deus, com a oração e o jejum". E ele convocou um "Dia de jejum pela paz" para o próximo dia 2 de março, quarta-feira de cinzas. Um silêncio que é exatamente o oposto da conivência e da resignação diante da “insensatez diabólica da violência”.

 

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