Conquista espanhola: direita critica duramente o Papa Francisco

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04 Outubro 2021

 

Uma política espanhola repreendeu o Papa Francisco por ter se desculpado pelo papel da Igreja Católica na conquista e na subsequente colonização do México há 500 anos.

A reportagem é de Scarlett Sherriff, publicada por The Tablet, 01-10-2021. A tradução é de Anne Ledur Machado.

 

 

Isabel Díaz Ayuso, que dirige o governo regional de Madri e pertence ao conservador e centrista Partido Popular, disse que ficou surpresa com o fato de que “um católico que fala espanhol fale assim de um legado como o nosso”.

Ela defendeu o impacto do colonialismo espanhol na América Latina, dizendo que ele levou “a língua espanhola e, por meio das missões, o catolicismo e, portanto, a civilização e a liberdade ao continente americano”.

Em uma mensagem dirigida a Dom Rogelio Cabrera López, presidente da Conferência dos Bispos do México, por ocasião dos 200 anos da independência do país, o papa argentino disse que olhar para trás requer “um processo de purificação da memória, isto é, reconhecer os erros cometidos no passado que foram muito dolorosos”.

O papa acrescentou que ele e seus antecessores pediram em várias ocasiões perdão pelos “pecados sociais e pessoais” cometidos pela Igreja, que tem sido criticada pela participação na perseguição aos povos indígenas e pelo roubo e exploração das terras indígenas.

Não é a primeira vez que Díaz Ayuso – que é apontada como uma potencial futura líder do Partido Popular e que teve o apoio externo do partido de extrema direita Vox como líder regional – deixou claras as suas opiniões sobre o colonialismo espanhol e o legado da Igreja e da monarquia.

No início desta semana, ela criticou o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, que em 2019 pediu que o papa e o Rei Filipe VI da Espanha expiassem seus legados coloniais, promovendo aquilo que ela viu como uma “tendência perigosa do comunismo via indigenismo”, que ela descreveu como “um ataque à Espanha”.

Em discurso à Organização dos Estados Americanos em 2019, após a decisão de mudar o nome das celebrações de “Festa de Colombo” para “Festa dos Povos Indígenas”, ela criticou tal decisão, dizendo que a Espanha tinha levado “universidade”, “civilização” e “valores ocidentais”, que continuam até hoje nas democracias liberais.

A Espanha continua lutando com o seu legado histórico – com o papel de Franco e o seu assim chamado “Catolicismo Nacional” fortemente debatido nos últimos anos, assim como a identidade hispânica e a história do colonialismo.

 

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