Escolas públicas da Califórnia adotam cadeira de estudos étnicos e pais processam Estado

Foto: Piqsels

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • O Sínodo apela a "uma mudança paradigmática na forma como a Igreja aborda as questões doutrinais, pastorais e éticas mais difíceis", como as que dizem respeito aos fiéis LGBTQIA+

    LER MAIS
  • “Ameaçando muitos católicos” — Trump difama o Papa Leão XIV 48 horas antes de reunião com Rubio

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Setembro 2021

 

O escritório de advocacia Thomas More Society, em nome da Fundação Californiana de Direitos Iguais, representando pais descontes com o ensino de Estudos Étnicos em escolas públicas, entrou com ação na Justiça contra o Departamento de Educação da Califórnia para sustar as aulas.

A reportagem é de Edelberto Behs, jonalista.

Em carta de 26 de agosto, pais de alunos encaminharam ao Superintendente Estadual de Instrução Pública exigindo a retirada de uma oração asteca da disciplina, não receberam resposta e decidiram levar a petição para outra instância.

O “currículo modelo de Estudos Étnicos” é um programa optativo, mas que muitas das cerca de 10 mil escolas do Estado adotaram. A disciplina inclui seção de “Afirmação, Cantos e Energização”, que invoca cinco divindades astecas, o que desagradou pais de alunos.

“Nossos alunos têm objeções religiosas e cívicas à oração asteca e não querem que seus filhos cantem, sejam solicitados ou pressionados a fazê-lo, ou arriscam-se ao ostracismo se o recusarem”, disse o conselheiro da Thomas More Society, advogado Paul Jonna para o portal The Christian Post.

“Os astecas realizavam regularmente atos horríveis com o único propósito de pacificar e apaziguar os próprios seres que as orações da disciplina invocam”, argumentou o advogado, que prosseguiu:

“O sacrifício humano, cortar corações humanos, esfolar vítimas e tirar sua pele são uma questão de registro histórico, junto com os sacrifícios de prisioneiros de guerra e outros atos repulsivos e cerimônias que os astecas realizavam para homenagear suas divindades. Qualquer forma de oração e glorificação desses seres sanguinários, em cujo nome atrocidades horríveis foram realizadas, é repulsiva para qualquer observador razoavelmente informado”.

Este advogado também poderia se informar, razoavelmente, o que soldados estadunidenses fazem em territórios alheios em nome do deus dinheiro!

 

Leia mais