Os primeiros jesuítas no México

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07 Fevereiro 2014

O México era uma complexa teia de civilizações indígenas quando os espanhóis chegaram no século XVI. Com o sucesso da Reconquista da Espanha, decidiu-se estender essa "reconquista" aos povos não católicos das novas colônias. A absorção do Império Asteca e, em seguida, do Império Maia aos territórios da Nova Espanha levou a um país imenso, que englobava a Califórnia e o Texas, bem como o atual México. Os jesuítas foram conquistadores espirituais verdadeiros, estabelecendo, principalmente, faculdades nas grandes cidades coloniais da Nova Espanha. Mas essas faculdades serviram para ser trampolins entre a Velha Espanha e as fronteiras missionárias reais feitas de florestas impenetráveis e montanhas que eram, muitas vezes, cobertas de neblina e selva.

A nota é do sítio Jesuit Restoration 1814, 04-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As grandes conquistas dos jesuítas se deveram a homens como Gonzalo de Tapia. Muitos dos indígenas estavam explorando as novas rodovias, construídas para ligar as cidades coloniais aos recursos, tais como minas ou plantações. As tribos, indignadas com os invasores, estavam aterrorizando essas estradas, realizando incursões de guerrilha em comboios e acampamentos, muitas vezes com uma coragem cruel, com consequências selvagens.

Homens como Gonzalo de Tapia foram capazes de transformar esses bandos de guerreiros nômades em agricultores sedentários, vivendo em pacíficas aldeias. O superior geral, Pe. Acquaviva, tinha percebido que era comum ocorrerem lapsos de fé em grande escala entre os povos nômades que estivessem sem acesso a uma orientação constante. Foi pastoralmente importante, portanto, reunir grupos dispersos e colocá-los em assentamentos estáveis e permanentes. Assim, nasceram as reduções.

Essas reduções tornaram-se, mais ao sul do Brasil, as grandes cidades de São Paulo (em homenagem ao Colégio dos Jesuítas) e do Rio de Janeiro. No entanto, talvez foi o Paraguai que viu o florescimento mais impressionante das reduções. O que foi impressionante no México foi o arco-íris de jesuítas de diferentes países que trabalharam juntos de forma criativa. De alguma forma, ignorando a expectativa em Madri, que só os sacerdotes espanhóis iriam trabalhar na Nova Espanha - havia jesuítas da Espanha, Portugal, Itália, França, Holanda, Dinamarca, Inglaterra, Irlanda etc. trabalhando na mesma missão. Um internacionalismo que refletia os primeiros companheiros que se reuniram em torno de Inácio, em Paris.