Papa Francisco chama a Vida Religiosa a “inculturar a fé e evangelizar a cultura”

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16 Agosto 2021

 

A Conferência Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR) organizou de 13 a 15 de agosto o Congresso virtual Continental de Vida Religiosa com o tema “Rumo a uma vida religiosa intercongregacional, intercultural e itinerante”.

A reportagem é de Luis Miguel Modino

No primeiro dia do Congresso o Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo onde recordou “quão importante é o desafio que nos apresenta a inculturação da fé para a vida consagrada”. Ele fez um chamado a “descobrir que a unidade não é uniformidade, mas pluriforme harmonia”, seguindo suas palavras recolhidas na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium”.

 

 

O Santo Padre destacou que “quem faz a harmonia é o Espírito Santo”, algo que deve se traduzir “numa pluriforme harmonia para assumir as diferenças, valorizar as particularidades, em um espírito de uma saudável e aberta interculturalidade”. Segundo o Papa, “esta presença é necessária para que possa acontecer e se desenvolver uma teologia inculturada, que se possa ser adequada à realidade local, que possa ser veículo de evangelização. Não esqueçamos que uma fé que não se incultura não é autêntica”.

Partindo dessa ideia o Papa Francisco fez um convite “a entrar naquilo que vai nos dar nessa realidade, que vai nos dar o verdadeiro sentido de uma cultura, que está na alma dos povos”. Por isso pediu aos religiosos e religiosas para que “entrem na vida do povo fiel, entrem com respeito em seus costumes, em suas tradições, procurando levar em frente a missão de inculturar a fé e de evangelizar a cultura”. Segundo ele, como já disse na Evangelii Gaudium, “é um binômio: inculturar a fé e evangelizar a cultura. Valorizando o que o Espírito Santo semeou nos povos, que também é um dom para nós”.

A falta da inculturação, faz com que a vida cristã e a vida consagrada, acabe nas “posturas gnósticas mais aberrantes e mais ridículas”, segundo o Papa Francisco. Ele colocou como exemplo disso a liturgia e denunciou que “o importante é a ideologia e não a realidade dos povos, e isso não é Evangelho”, fazendo um chamado a “inculturar a fé e evangelizar a cultura”.

Segundo o Papa, “a vida consagrada é especialista em comunhão; a vida consagrada é itinerante e promotora de fraternidade”, criticando a tentação atual de buscar a “sobrevivência”, a pensar nos números, na eficácia, o que “poderia converter vocês em discípulos temerosos, fechados no passado e abandonados à nostalgia. Esta nostalgia que no fundo são os cantos das sereias da vida religiosa”.

Diante disso, o Papa pediu “aproveitar a oportunidade de percorrer com o Senhor os caminhos da esperança, reconhecendo que o fruto está sob a guia exclusiva do Espírito Santo”. Para isso o caminho é “respeitar o santo povo fiel de Deus, evangelizar, dar testemunho e o resto deixar ao Espírito Santo”. Ele pediu para a vida religiosa recordar que “a alegria, expressão mais alta da vida em Cristo, constitui o melhor testemunho que podemos oferecer ao santo povo fiel de Deus, a quem somos chamados a servir e acompanhar em sua peregrinação até o encontro com o Pai”.

Por isso, ele insistiu na alegria, paz, gozo, senso de humor, em não perder esta graça! Acima de tudo destacou como é triste “ver homens e mulheres consagrados que não têm senso de humor, que levam tudo a sério”. Finalmente pediu “que o Espírito Santo lhes conceda a luz da sua graça, para que possam ser sempre homens e mulheres de encontro, de fraternidade”, junto a proteção da Virgem e o já famoso pedido para rezar por ele.

 

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