Do Vaticano para os bispos: enquanto continuar a pandemia, sejam prudentes nas atividades da Páscoa

Foto: Gabriella Clare Marino | Unsplash

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19 Fevereiro 2021

A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos pediu aos bispos do mundo, em 17 de fevereiro, para tomarem “decisões prudentes” sobre como suas comunidades devem celebrar a Páscoa neste ano, dada a contínua ameaça de espalhar o coronavírus.

A reportagem é de Joshua McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 17-02-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em uma carta enviada aos líderes das conferências episcopais, a congregação enfatizou que embora algumas regiões estejam aptas para cultos mais tradicionais de Páscoa, outras não estarão. A carta fala que algumas medidas implementadas no ano passado para permitir celebrações simplificados da Semana Santa permanecem válidas para 2021.

“Nós estamos ainda enfrentando o drama da pandemia de covid-19, a qual nos trouxe muitas mudanças, mesmo para nossa forma normal de celebrar a liturgia”, fala o escritório vaticano aos bispos.

“As normas e diretrizes contidas nos livros litúrgicos, elaboradas para tempos normais, não são inteiramente aplicáveis em momentos excepcionais de crise como esta”, diz a carta, assinada pelo cardeal Robert Sarah e o arcebispo Arthur Roche, líderes da congregação.

No último ano, a Congregação para o Culto Divino disse aos bispos que eles poderiam celebrar a Semana Santa sem a presença de fiéis para cumprir com as medidas sanitárias locais. Também foi sugerido que os bispos celebrassem a Quinta-feira Santa sem o lava-pés e a Sexta-feira da Paixão sem o beijo na cruz.

A nova carta disse que essas indicações seguem válidas, e sugere que os bispos podem encorajar o povo inapto fisicamente para ir aos cultos para participarem por streaming ou cobertura midiática.

“Os bispos como moderadores da vida litúrgica da Igreja estão chamando para tomar decisões prudentes a fim de que a liturgia possa ser celebrada plenamente para o Povo de Deus e para o bem das almas confiadas a seus cuidados, ainda que respeitando a saúde e o que tem sido prescrito pelas autoridades responsáveis pelo bem comum”, afirma a carta.

Católicos e cristãos em todo o mundo começaram no dia 17 de fevereiro a Quaresma, os 40 dias em preparação à Páscoa, com a celebração da Quarta-feira de Cinzas.

O Papa Francisco ministrou um pequeno culto na Basílica de São Pedro com 120 participantes de máscara, incluindo 30 cardeais. Em sua homilia, o papa chamou a Quaresma de uma “descida humilde dentro de nós e rumo aos outros”.

“É compreender que a salvação não é uma escalada para a glória, mas um abaixamento por amor. É fazer-nos humildes”, disse o pontífice.

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