Homossexualidade e magistério católico, uma revisão. Das fogueiras às aberturas

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15 Outubro 2020

Do Sínodo de Elvira (300-303) ao Sínodo sobre os jovens (2018) foram dezenas de intervenções do magistério sobre a homossexualidade.

A reportagem é publicada por Avvenire, 14-10-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Depois das duras condenações da Idade Média (incluindo fogueiras e correntes), naquele recente o texto mais orgânico é a Carta da Congregação para a Doutrina da Fé (1986) na qual se explica que a “particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência mais ou menos acentuada para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral”.

Para uma mudança de perspectiva, é necessário chegar ao duplo Sínodo sobre a família. No Relatio post disceptationem (2014), é explicado que "as pessoas homossexuais têm dons e qualidades̀ para oferecer à comunidade cristã" (n.50).

Na Amoris Laetitia, o Papa Francisco retoma o Catecismo: “Toda pessoa, independentemente da sua orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito” (n. 250), sem, contudo, reiterar o juízo de gravidade moral.

No Relatório Final do Sínodo da Juventude, o tema é retomado nos parágrafos 149 e 150: “Existem questões relativas ao corpo, à afetividade e à sexualidade que precisam duma elaboração antropológica, teológica e pastoral mais profunda”. Doutrina em desenvolvimento, portanto.

L’amore possibile. Persone omosessuali e morale cristiana (Foto: Capa/Divulgação)

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