Doutrina da Fé impede que católicos e protestantes compartilhem a missa na Alemanha

Foto: Fotografia Religiosa CC

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22 Setembro 2020

As diferenças na compreensão da Eucaristia e do ministério são ainda “muito importantes”, segundo a Doutrina da Fé.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 21-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Tomai e comei todos”... porém, se não és católico em igreja protestante, ou protestante em templo católico. Esta é a conclusão da Congregação para a Doutrina da Fé, que escreveu ao presidente da Conferência Episcopal Alemã, Georg Bätzing, mostrando sua negativa para que ambas confissões cristãs dividam a Eucaristia (ou a Ceia do Senhor), como havia acordado o Grupo de Trabalho ecumênico no ano passado e as igrejas protestantes começariam a fazer em breve.

Tal e como recorre Katholisch.de, o dicastério presidido por dom Ladaria considera que as diferenças na compreensão da Eucaristia e do ministério são ainda “muito importantes”, porque excluem a participação de cristãos católicos e protestantes nas celebrações da outra confissão. Tampouco há fundamento para uma “decisão individual de consciência”, aponta a Doutrina da Fé.

Um balde de água fria

A carta foi recebida como um balde de água fria, mais um, lançado pelo antigo Santo Ofício contra o Caminho Sinodal alemão, que mantém abertas toda uma série de discussões, que vão desde a intercomunhão ao acesso das mulheres ao sacerdócio ou ao diaconato. O porta-voz do Episcopado alemão, Mattias Kopp, confirmou a recepção da carta e informou que os bispos debaterão em sua Assembleia Plenária, prevista para a próxima semana.

Para a Doutrina da Fé, o documento aprovado em setembro passado por teólogos protestantes e católicos contém questões não suficientemente claras acerca da Eucaristia ou da ordenação sacerdotal. “Uma abertura para uma comunhão de comida eucarística com a Igreja Evangélica na Alemanha abriria necessariamente novas fissuras no diálogo ecumênico com as Igrejas ortodoxas”, mais além das fronteiras da Alemanha. “Que todos sejam um”... ou não.

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