“O prazer de comer e o prazer sexual vêm de Deus”. No livro-entrevista Terrafutura, o Papa contra o carolismo na Igreja

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15 Setembro 2020

Em três diálogos com o fundador do Slow Food, Carlo Petrini, sobre o tema da ecologia integral, Francisco alarga a reflexão para a questão mais ampla do prazer. E se manifesta contrário à visão do gastrônomo segundo a qual a Igreja sempre o condenou: "Esse é um moralismo que não tem sentido e que, no máximo, pode ter sido, em alguma época, uma má interpretação da mensagem cristã".

A reportagem é de Francesco Antonio Grana, publicada por Il Fatto Quotidiano, 13-09-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Terrafutura
Carlo Petrini

"O prazer de comer assim como o prazer sexual vem de Deus”. Quem afirma isso é o Papa Francisco no livro-entrevista escrito com o fundador do Slow Food, Carlo Petrini, intitulado Terrafutura (Giunti).

O volume reúne três diálogos com Bergoglio sobre a ecologia integral que aconteceram entre maio de 2018 a julho de 2020. “A Igreja - explica o Papa – condenou o prazer inumano, grosseiro, vulgar, mas, ao contrário, o prazer humano, sóbrio, moral sempre o aceitou. O prazer vem diretamente de Deus, não é católico, nem cristão, nem outro, é simplesmente divino. O prazer de comer serve para garantir que, ao comer, se tenha boa saúde, assim como o prazer sexual é feito para tornar mais belo o amor e garantir a continuação da espécie".

A Petrini que argumenta que “a Igreja Católica sempre mortificou o prazer, como se fosse algo a ser evitado”, Francisco responde que não concorda. E acrescenta: “O que você está dizendo se refere a uma moral carola, um moralismo que não tem sentido e que, no máximo, pode ter sido, em alguma época, uma má interpretação da mensagem cristã”.

Bergoglio também destaca que, justamente porque comer e sexo são dois atos que garantem a sobrevivência da espécie, “Deus os fez belíssimos, cheios de prazer. A rigidez pelagiana causou tantos danos, a visão pelagiana recusou o prazer de forma preconceituosa e causou danos enormes que em alguns casos ainda se sentem com força ainda agora”.

 

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