O Papa à Igreja italiana: “Chega de atrasos”

Foto: Vatican News

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21 Mai 2019

Sinodalidade, nulidade do matrimônio, relações entre o bispo e o presbitério. Bergoglio abre a 73ª Assembleia da CEI e pede para remover os obstáculos que atrasam a aplicação das reformas. E surge a sugestão de um Sínodo da Igreja Italiana.

A reportagem é de Annachiara Valle, publicada por Famiglia Cristiana, 20-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Foi um discurso em três pontos, esse do Papa Francisco na abertura da 73ª Assembleia da CEI. Questões, como explica o próprio Bergoglio "de que já falamos" e sobre as quais o Papa quer saber em que ponto está o caminho da Igreja italiana.

A primeira questão é a da sinodalidade e da colegialidade. Sinodalidade, como o Papa já havia dito em 2015, comemorando o 50º aniversário da instituição do Sínodo, "que é o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio". O Papa fala de um provável Sínodo da Igreja italiana, que também envolva os leigos e toda a base da Igreja, "não se pode fazer um grande Sínodo sem começar de baixo".

O segundo ponto é o do processo matrimonial em suas três formas: ordinária, breviore e documental. As novas disposições do Papa Francisco, de que ele já havia falado na 71ª assembleia geral com a abolição da dupla conformação que é a nulidade do casamento com uma única sentença afirmativa no processo ordinário (deixando, no entanto, a possibilidade de apelo pela parte contrária); e a introdução de um tipo absolutamente novo de processo, o chamado de breviore, a ser pronunciado pessoalmente pelo bispo que conduz a Diocese, "na maioria das dioceses" não se aplica, enfatiza "com pesar" o Papa, que pede para não impedir ou retardar mais a aplicação da reforma. O Papa enfatiza que nem o medo de perder poder nem o medo de perder dinheiro podem atrasar ainda mais a aplicação das novas normas, que querem favorecer a proximidade dos pastores às pessoas atingidas por "um amor ferido" e impedir que as causas de nulidade sejam excessivamente onerosas.

Finalmente, a terceira questão: a proximidade do presbitério ao bispo e vice-versa. Proximidade para os padres "que precisam encontrar a porta de seu bispo sempre aberta, os sacerdotes precisam encontrar o bispo pai, o bispo irmão", afirma o papa. Ele também lembra como alguns podem se sentir ridicularizados ou serem atacados pela mídia por comportamento de "alguns de seus colegas" e como, justamente nesses momentos, precisam sentir a proximidade do bispo.

Após a breve introdução, o trabalho continuou a portas fechadas, com as perguntas dos bispos diretamente a Francisco, segundo um diálogo franco que o Papa encorajou desde a primeira Assembleia a que participou.

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