Hilarion visita Vaticano por dois dias depois do cisma ucraniano

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18 Outubro 2018

Moscou, após a ruptura com Constantinopla, tem sede de diálogo. O número dois da Igreja Ortodoxa Russa, Hilarion, está no Vaticano nesta quarta e quinta-feira, 17 e 18, e de acordo com fontes da Askanews não poderá deixar de falar daquele que ele mesmo definiu como “o cisma na Ucrânia”. Ou seja, uma crise disruptiva para a ortodoxia, que surgiu com a autocefalia concedida pelo Patriarcado de Constantinopla à Igreja ucraniana, até agora considerada sob Moscou.

A reportagem é de Askanews, 17-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um verdadeiro abismo, que se escancarou com o Sínodo de Istambul, em que o Patriarca Bartolomeu decidiu a autocefalia da Igreja ucraniana, ou seja, a completa independência, depois que, por mais de mil anos, ela foi autônoma, mas dentro do Patriarcado de Moscou.

A decisão provocou aquilo que já foi definido por vários como cisma e que o Vaticano também vem acompanhando com atenção. Entre um bizantinismo e outro: nessa terça-feira à noite, na Macedônia, uma parte da Igreja Ortodoxa local também pediu a autocefalia, negada pelo próprio Bartolomeu, porque, nesse caso, a Igreja depende, na sua opinião, do Patriarcado Sérvio. Enquanto isso, a dependência de Kiev à Igreja russa foi negada pelo próprio Bartolomeu, não reconhecendo um “grito” do século XVII.

Uma questão complexa – contra o pano de fundo de uma rixa política ucraniana não resolvida desde 2014 – que não pode ser ignorada por Hilarion com a sua participação no Sínodo dos Jovens, que começou no dia 3 de outubro e que conta com a presença do metropolita e presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou nos dias 17 e 18. Junto com outros dois bispos de Constantinopla, embora a ruptura com Moscou já seja profunda e Moscou não reconheça as hierarquias de Constantinopla.

Hilarion não participa apenas da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (3-28 de outubro) sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Haverá também um aspecto musical da visita do metropolita, que também é compositor e maestro: nesta quinta-feira, ele vai se apresentar na Basílica dos Santos Doze Apóstolos, em um concerto de música sacra. Para convidados.

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